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INEA não devolveu ponte do Morro d’areia no Km 14

O Instituto de Estradas de Angola (INEA) não cumpriu a promessa de devolver, até finais do presente ano, a nova passagem superior na zona da Comarca de Viana, ao Km 14 (Morro d’areia), em substituição da anterior demolida por altura da construção da Via Expressa Luanda/Viana, bem como a reabilitação do Caminhode-Ferro.

Pressionados pelos moradores da zona que se viram sem alternativas para o acesso ao bairro, a Administração Municipal de Viana endossou o caso para o Governo Provincial de Luanda e esta por sua vez ao Instituto de Estradas de Angola (INEA), que em documento em posse de O PAÍS prontificou-se perante os responsáveis da província a repor uma nova passagem superior.

No compromisso assumido com o GPL, o INEA em documento assinado, em Maio de 2010, pelo seu então director, Joaquim Sebastião, dá a conhecer que a execução e conclusão da obra, cuja estrutura técnica não especificou, estavam previstas para o presente ano.

No mesmo documento, a direcção do INEA assumiu resolver o problema do acesso àquela circunscrição que liga Viana a Cacuaco (via Mulenvos) com a criação de soluções provisórias, consoante o progresso na execução da Via Expressa, o que não aconteceu passado mais de um ano.

Passagem imprescindível

A reposição da ponte ou a implementação de outra solução tecnicamente viável a fim de se restabelecer a ligação rodoviária entre a Via Expressa Luanda/Viana e os Mulenvos/Cacuaco é o grande desejo dos moradores da área, bem como de automobilistas que circulam na região.

O administrador de Viana, José Moreno, na carta que dirigiu ao Governo provincial de Luanda, sublinha que a reposição da referida ponte é imprescindível, porquanto a sua ausência dificulta sobremaneira o acesso e circulação de meios ligeiros e pesados a partir da Estrada Nacional 230, para uma zona densamente habitada e vice-versa, na medida em que existem poucas alternativas para o efeito.

A inquietação da edilidade do município é mais acentuada visto haver dificuldades acrescidas no tocante à mobilidade urbana, quando levadas em conta as questões de segurança, o que atrofia o trabalho da Polícia Nacional, serviços de saúde e Bombeiros em casos de emergência.

Aventura coarctada

Em meados do presente ano, técnicos chineses foram vistos no local a efectuarem trabalhos de aterro e desaterro o que levou a população da área a acreditar que se tratava dos preparativos para a construção da ponte.

Mais tarde, veio-se a saber que os operários chineses haviam sido mandatados pela direcção do Caminhosde-Ferro de Luanda (CFL) para proceder a uma escavação que impedisse a travessia de viaturas, motorizadas e de pedestres durante o movimento da locomotiva, que na altura havia já causado vários acidentes.

Se, na altura, quer os utentes de viaturas, quer os de motorizadas se arrojavam para atravessar de um lado para outro, ainda que sob o risco para a sua segurança e dos meios rolantes, a técnica utilizada pelos operários chineses coarctou em definitivo com essa aventura, obrigando estes a efectuarem longas marchas para o acesso aos bairros da circunscrição.

Walter Silva, membro da Comissão de Moradores do Morro d’areia, manifestou esperança em ver construída a ponte quando viu as máquinas a operar no local, mas agora revela frustração por constatar que nada foi feito até agora para se repor a circulação rodoviária naquela zona.

“Como deve imaginar, a situação torna-se mais complicada em períodos de chuva, inibe ou coarcta a circulação de viaturas em certos locais do Morro d’areia, obrigando-nos a dar grandes voltas para alcançar o bairro, o que seria desnecessário caso existisse a ponte”, disse o representante da Comissão de Moradores.

INEA diz que apenas interditou

No documento em nossa posse, o Instituto de Estrada de Angola argumenta que a referida ponte não foi por si demolida, mas sim interdita por orientação do Comando provincial da Polícia e Brigada Especial de Trânsito (BET), por causa dos problemas que ela vinha apresentando na sua estrutura física.

O INEA diz que ela teve problemas graves de estrutura (cedência de um dos encontros) motivados pela passagem de veículos pesados com excesso de carga (inertes) provenientes das pedreiras localizadas na região de Cacuaco.

Segundo o INEA, a falta de guardas de protecção ocasionou, na altura, a ocorrência de diversos acidentes de viação que forçaram, muitas das vezes, a paralisação da circulação do comboio do CFL.

Foi também invocada os inúmeros congestionamentos ao trânsito local, inclusivamente na ponte, o que causou assim esforços adicionais não previstos àquele tipo de estrutura.

José Meireles
Fonte: O País
Foto: O País

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