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Russos apresentaram nova proposta para solução da crise política na Síria

Conselho de Segurança das Nações Unidas analisa documento apresentado pela Rússia

A Rússia pôs a circular sábado no Conselho de Segurança das Nações Unidas uma nova proposta de resolução sobre a Síria, numa iniciativa que surpreendeu as potências ocidentais mas que foi bem acolhida apesar de não avançar com qualquer sugestão de sanções contra o regime do Presidente sírio Bashar al-Assad.
O documento das autoridades de Moscovo condena a violência no país, tanto por parte das forças de segurança do regime como pelas da oposição. Mas pela primeira vez inclui uma referência à “força desproporcionada usada pelas autoridades” e pede explicitamente ao Governo sírio para “pôr fim à repressão daqueles que usam os seus direitos de liberdade de expressão, reunião pacífica e associação”.
O representante da Rússia nas Nações Unidas, Vitali Tchurkin, disse que “a reacção dos colegas foi muito construtiva. Fizeram vários comentários e nós frisámos que temos a expectativa de podermos trabalhar juntos, de forma a adoptar uma resolução que traga efectivamente um fim à violência e à crise na Síria”.
As agências noticiosas russas divulgaram que o vice-presidente sírio foi convidado para uma reunião em Moscovo.
A França reiterou reservas à proposta russa e considerou “inaceitável pôr no mesmo plano a repressão do regime sírio e a resistência do povo sírio”. O governo francês pediu ao Conselho de Segurança que “condene os crimes contra a humanidade” cometidos pelas autoridades de Damasco.
Os Estados Unidos da América e aliados europeus insistem que o Governo de Damasco deve ser responsabilizado em primeira linha pela violência na Síria.
A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, alertou já que a situação na Síria é de uma “guerra civil”, conforme o confronto se foi agudizando com o número crescente de soldados a desertarem para a oposição e a transformarem esta convulsão num cada vez mais intenso conflito armado.

Fonte: Jornal de Angola
Fotografia: AFP

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