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A crise económica e o novo paradigma

Os novos rumos da economia angolana na óptica de um empresário

O conhecido economista Lago de Carvalho, que escreve o prefácio, refere que “estas reflexões alinhadas pelo Rui Santos, transpiram inquietação e frustração sobre o caminho que a economia global está a seguir mas, muito mais, sobre o caminho de Angola”.
O economista Lago de Carvalho acrescenta que “temos que admirar a coragem de alguém que é capaz de pôr no papel reflexões sobre a crise e a economia, quando tantos ‘especialistas’ já o fizeram sem que se veja qualquer inflexão no percurso que estamos a seguir”. Lago de Carvalho destaca que “é interessante a forma como alguns tópicos são apresentados”, interrogando-se: “quem se havia de lembrar de promover a globalização ou ‘desregularização’ da economia mundial?” Para logo de seguida responder: “só alguém que arrogantemente julga que irá controlar o processo. Aparentemente, a avaliação foi mal feita e as consequências não são as desejadas, mesmo para os países que a promoveram”.
O autor do prefácio insiste ainda que “outra ideia base interessante é a questão do emprego, da estabilidade social e da democracia. A génese dos países é muito diferente, a fase histórica e a urbanidade (como convivência social) também o são”, reforçando que “não podemos ter um só modelo democrático e muito menos imposto em momentos de instabilidade”.
O economista afirma no prefácio que “são os impostos que todos pagamos que ‘sustentam’ o poder nos diversos países, devendo esses impostos ser adaptados ao tipo de economia de cada país, aos objectivos de promoção de actividades económicas, bem como às capacidades que cada país tem de gerir a sua máquina fiscal”, enfatizando também que “o autor propõe-nos assim o seu modelo de sistema fiscal e sugere as vias para o alcançar”.

A editora e o livro

Segundo a editora, a obra destina-se a decisores políticos e especialistas em macro e micro-ecomomia,  economistas, estudantes, docentes, investigadores, empresários e a todos os que se interessam pelas questões da economia nacional e mundial.
A editora considera o livro “uma obra de economia essencial” e afirma que o autor “disseca, de uma forma muito característica e fundamentada, as razões da crise económica internacional e sugere soluções concretas”, propõe “o seu modelo” e aponta “ as vias para o alcançar”. Sustenta que “um dos objectivos primordiais é evitar a contaminação da economia angolana, pelos factores nocivos que analisa e bem descreve”.
O livro aborda no primeiro capítulo temas como sistemas medievais com tecnologia de ponta, pagar por conta de outrem, alimentar o gigante com ajuda da www  e a injustiça da justiça. No segundo capítulo, Rui Santos reflecte sobre apuros na aldeia global, comparar o incomparável, as bolsas, jogos de fortuna e azar. No terceiro capítulo, intitulado “Ajudando os pobres e oprimidos”, o empresário discute democracia sem trabalho e o favor que custa caro. Na quarta parte, dedicada à “Solução necessária”, trata do novo paradigma e da utopia como solução. No último capítulo, o quinto, Rui Santos defende que a  única saída é a mudança.

O autor empresário

Rui Santos começou a trabalhar aos 14 anos, tendo começado como técnico de fotografia numa câmara escura, nos tempos dos “falecidos” fotolitos. Foi vendedor de porta em porta para conseguir pagar os estudos e formou-se como contabilista. Foi auditor, controller e, finalmente, empresário, tendo criado, em 1981, a primeira empresa privada após a independência de Angola. Rui Santos é, por essa razão, considerado um pioneiro do empresariado nacional. Segundo uma nota que nos chegou à banca de redacção, sendo um dos “empresários angolanos mais conhecidos e reconhecidos, apresenta-nos uma obra ousadamente inovadora na análise e visão”.
Convidamos os leitores a ler o livro, para uma melhor compreensão dos novos rumos da economia angolana, na óptica de um empresário pioneiro da iniciativa privada em Angola. Está à venda nas boas livrarias.

Norberto Costa
Fonte: Jornal de Angola
Fotografia: Jornal de Angola

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