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Novos confrontos ocorrem no Cairo

Forças da ordem tentam retirar opositores que continuam acampados na Praça Tarhir

Vários confrontos entre manifestantes e soldados ocorreram ontem diante da sede do governo no Cairo, onde os militantes hostis ao poder militar continuam acampados desde o final de Novembro.
Os incidentes ocorreram depois de um manifestante ensanguentado afirmar ter sido detido e agredido por soldados, o que provocou a ira dos companheiros, que começaram a apedrejar os militares.
Os soldados responderam com disparos para o ar e utilizaram jactos de água contra os manifestantes.
Os manifestantes acampam desde 25 de Novembro diante da sede do governo, a alguns metros da Praça Tahrir, no centro da cidade, em protesto contra a nomeação, pelo Exército, de Kamas al Ganzuri, ex-primeiro-ministro do deposto Presidente Hosni Mubarak, para dirigir o Governo.
Os manifestantes exigem também a transferência de poder do Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), que governa o país desde a queda de Moubarak, em Fevereiro, para uma autoridade civil.
O Egipto está, desde finais de Novembro, em eleições legislativas marcadas pelo domínio das formações islamitas.
Os egípcios foram às urnas na quinta-feira, na segunda e última fase das eleições legislativas, num terço das 27 províncias do país, entre elas Suez, no nordeste, Aswan, no sul,  e Gizé, que abrange parte da cidade do Cairo.

As secções eleitorais abriram às 8h00 locais e fecharam às 19h00, conforme o previsto. Na véspera, na primeira ronda das eleições, as autoridades prorrogaram por duas horas o funcionamento das assembleias de voto.
Os mais de 18,8 milhões de eleitores daquelas regiões foram chamados a escolher os 156 deputados, 96 de forma proporcional e 60, maioritária, com um sistema eleitoral de duas voltas em circunscrições uninominais.
A segunda volta realiza-se em nos dias 21 e 22. Na primeira fase das eleições legislativas, em 28 e 29 de Novembro, no Cairo, Alexandria, no norte, e Luxor, no sul, entre outras regiões, as forças islamitas – Irmandade Muçulmana e salafitas – obtiveram 65 por cento dos votos.O último terço das regiões do país elege os deputados em Janeiro. Depois, realiza-se a eleição da Shura, a Câmara Alta consultiva do Parlamento.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Afp

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