Radio Calema
InicioAngolaPolíticaExecutivo reabilita mais de 10 mil quilómetros de estradas

Executivo reabilita mais de 10 mil quilómetros de estradas

Luanda – O Executivo Angolano fecha 2011 com a reabilitação de cerca de 16 mil quilómetros de estradas e mais de 300 quilómetros de arruamentos nas principais cidades do país, no âmbito do programa de recuperação das infra-estruturas rodoviárias destruídas durante o conflito armado.
Para o efeito, o Executivo tem vindo a mobilizar e fazer intervir as instituições públicas, os agentes privados, bem como a sociedade em geral para sua participação activa e sustentada na materialização das políticas no domínio das infra-estruturas rodoviárias.
Estas grandes vias, durante o conflito armado, estiveram impossibilitadas de beneficiar de manutenção, daí a deterioração gradual e consequente destruição da maior parte da sua estrutura.
Nesta nova era no país, com realce para 2011, o Executivo está engajado num ambicioso programa de restabelecimento da rede fundamental de estradas, ligando todas as capitais de províncias às regiões produtoras e aos principais pólos industriais e comerciais, como passo fundamental da estratégia para recuperação da produção e do crescimento socioeconómico de Angola.
O Programa de Reabilitação das Infra-estruturas Rodoviárias inclui a construção de “obras de arte” (pontes), bem como a montagem de pontes metálicas provisórias, com vista a melhoria da circulação automóvel.
A título de exemplo, em oito anos foram reabilitadas as estradas que ligam a sede do município do Lubango aos municípios da Humpata, Chibia, Quipungo, Matala e Cacula.
Na província do Zaire com mil e 606 quilómetros de estradas estão em fase final de recuperação 214 quilómetros.
Os 200 quilómetros da estrada nacional 325, no sentido Malanje/Kiwaba Nzogi/Caombo, estão em recuperação desde 2008.
Na província do Moxico, a estrada nacional 180 Moxico/Luau, cujos trabalhos de reabilitação estão interrompidos, vão ser retomadas as obras em 2012.
Sobre as pontes, mais de 476 pontes estão em construção em todo o território nacional, perfazendo um total de volume de obras de 879 pontes, de acordo com uma fonte ligada ao Instituto de Estradas de Angola (INEA).
Nesta fase já estão concluídas mais de 400 pontes, entre provisórias, definitivas e metálicas, das quais se destacam a ponte 17 de Setembro sobre o rio Kwanza, em Luanda, a 4 de Abril sobre o rio Catumbela em Benguela, Cangandala (Malanje), Cunene (Xangongo), Giraúl (Namibe), Dande (Luanda), entre outras.
Evitando que os investimentos não sejam integralmente aproveitados e evitar a degradação acelerada das estradas reabilitadas e construídas, está em curso o Programa de Conservação de Estradas.
O ministro do Urbanismo e Construção, Fernando da Fonseca, disse, recentemente, à imprensa, que o sector tem já catalogadas várias intervenções por lotes num total de 40 a 50 lotes distribuídos por todo o país.
Acrescentou que a implementação deste programa teve início em Maio deste ano, e até a presente data foram adjudicados 20 lotes, onde as empresas têm três anos de contrato permanente.
De acordo com o governante, a questão de manutenção das vias está cabimentada no amplo programa de reabilitação das estradas, tendo como substrato o Fundo Rodoviário que apoia a manutenção deste projecto.
Para si, há um conjunto de sistemas de controlo que obrigam e estabelecem formas de fiscalizar todos os profissionais e entidades envolvidas na grande contratação pública do país.
No geral, o programa de reabilitação de infra-estruturas rodoviárias trouxe vários benefícios sociais às populações circunvizinhas das obras, entre as quais
mais de oito mil empregos directos e quatro mil indirectos.
Posto isto, pode-se dizer, sem receio de errar, que gradativamente Angola está a cimentar as bases para o seu desenvolvimento, que começou há nove anos com a paz, teve uma redução há perto de dois anos, com a crise económica mundial, e reacelerou este ano. Espera-se que 2012 seja o início da era do “Salto”, até porque este país é um dos que mais crescem em termos económicos a nível do mundo.
Por Justino Pinto
Fonte: Angop
Foto: Angop

Siga-nos

0FansCurti
0SeguidoresSeguir
0InscritosSe inscrever

Últimas notícias

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.