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EUA congelam ajuda ao Paquistão

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos da América (EUA) aprovou na quarta-feira, com o apoio da Casa Branca, o congelamento de parte da ajuda ao Paquistão, devido à falta de acção do Governo de Islamabade para pôr fim aos ataques contra as forças norte-americanas no vizinho Afeganistão.
A proposta, que segue agora para o Senado, prevê o congelamento de 700 milhões de dólares norte-americanos de ajuda ao Paquistão, caso o Governo de Islamabade não se comprometa a adoptar medidas firmes para travar os atentados contra as tropas norte-americanas na campanha afegã.
A lei de “Autorização de Defesa” também estipula que os combatentes da rede terrorista Al Qaeda envolvidos em acções contra objectivos norte-americanos fiquem sob custódia militar e não civil, e cria obstáculos para o encerramento da prisão de Guantánamo, em Cuba.
O Presidente Barack Obama, que havia ameaçado vetar outras versões do mesmo projecto, deve ratificar a lei, revelou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.  “Mas, se no processo de instrumentação, verificarmos que terá impacto negativo sobre os nossos profissionais de contraterrorismo e minar o nosso compromisso com o império da lei, esperamos dos autores uma rápida acção para corrigir estes problemas”, sublinhou Jay Carney.
A lei não se aplica a cidadãos norte-americanos, mas deixa nas mãos do Supremo Tribunal e do Presidente dos EUA a decisão de manter detido indefinidamente, sem a necessidade de julgamento, quem se envolver com a Al Qaeda.
O Presidente Barack Obama advertiu que pode vetar a questão da custódia militar, assim como os artigos que evitariam processos civis contra supostos terroristas.

Sanções contra Irão
e a Coreia do Norte

A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou na quarta-feira o aumento das sanções contra o Irão, abrangendo um vasto conjunto de áreas do sector de energia e eliminando as brechas nas restrições já existentes para negócios com o país no âmbito financeiro e energético. Adoptou também novas sanções contra a Síria e a Coreia do Norte. Alguns senadores dos partidos republicano e democrata também têm trabalhado para aprofundar as sanções contra o Irão, quinto maior exportador mundial de petróleo, devido ao receio de que esteja a desenvolver armas nucleares.
Por 400 contra 11, a Câmara aprovou um projecto que expande as sanções contra empresas envolvidas na indústria petrolífera, incluindo investimentos, venda de produtos ou serviços usados em refinarias, ou que provêm do Irão, como produtos de refinarias no valor de cinco milhões de dólares ou mais por ano.
O projecto, da deputada Ileana Ros-Lehtinen, também abrange investimentos em infra-estrutura e portos ou compra de títulos soberanos iranianos. A Câmara aprovou por 283 contra 136 um projecto do sector da defesa que impõe sanções a instituições financeiras estrangeiras que façam negócios com o banco central do Irão.
A Câmara deu o aval ainda, por 410 contra 11, a outro projecto que impõe sanções a países ou empresas que ajudem o Irão, Coreia do Norte ou Síria a terem acesso a armas químicas, biológicas ou nucleares ou no desenvolvimento de programas de mísseis.
Com esta medida, mesmo quem venda tecnologia ou equipamento militar convencional para aqueles três países poderá ter os respectivos bens congelados nos EUA.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

 

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