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Hezbollah acusa oposição síria de ceder o país aos EUA e Israel

Líder do Hezbollah

O líder do Hezbollah apareceu pela primeira vez em público desde 2008, dirigiu-se aos xiitas nas celebrações do Ashura e acusou a oposição síria de querer “um regime de traição aos árabes que se entregue aos Estados Unidos e a Israel”.

Hassan Nasrallah falou à multidão na capital do Líbano, Beirute, durante as celebrações do Ashura que assinalam a morte do imã Hussein, neto do profeta Maomé, no ano de 680. Poucas vezes tinha sido visto em público desde o conflito que opôs o grupo radical xiita libanês a Israel, que se prolongou por 34 dias em 2006 e deixou mais de 1220 mortos.

Ao aparecimento em público do líder do Hezbollah seguiu-se a divulgação de uma mensagem em vídeo. Hassan Nasrallah garantiu que o seu grupo “está mais forte do que nunca” e que não abandonará as armas, numa altura em que vários analistas prevêem que o possível derrube do regime na Síria venha a enfraquecer o Hezbollah.

Acompanhado por guarda-costas, Nasrallah juntou-se à multidão no subúrbio de Beirute, Dahiya.

Subiu ao palco e explicou que o seu aparecimento era uma mensagem para aqueles “que pensam que podem ameaçar” o Hezbollah, descreveu a BBC.

“Quero estar convosco durante alguns minutos, para renovar as nossas promessas e para que o mundo nos oiça”, disse. Ouviu-se então gritar “morte a Israel”.

A exposição pública do líder do Hezbollah tem sido reduzida ao mínimo e o correspondente da BBC em Beirute, Jim Muir, sublinhou que isso se deve ao receio de que as autoridades israelitas possam tentar assassiná-lo. E esta, adiantou, foi também uma tentativa de mostrar que o grupo não está enfraquecido pelos protestos na Síria, que tem sido um dos seus principais apoiantes.

“Somos dezenas de milhares de combatentes armados, que estão dispostos a morrer”, disse Nasrallah.

E adiantou: “Nós apoiamos as reformas na Síria e estamos com o regime contra o movimento de resistência”.

O líder do movimento radical xiita acusou os manifestantes que na Síria se opõem ao regime de Bashar alAssad de “não quererem reformas, segurança ou estabilidade na Síria, nem paz ou diálogo”.

Nasrallah disse ainda que “algumas pessoas querem destruir a Síria e compensar as perdas no Iraque após o fracasso do projecto dos Estados Unidos para o Médio Oriente”.

E adiantou que “a ameaça para o Líbano é o projecto norte-americano e israelita”.

O Hezbollah controla grande parte do Sul do Líbano, mas Nasrallah não era visto em público desde 2008, quando recebeu cinco prisioneiros libaneses libertados por Israel.

 

Fonte: O País

Foto: O País

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