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alto quilate

Prendas de 
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Boutique dos Relógios

A Boutique dos Relógios é a maior rede de relojoarias em Portugal. Nasceu em 1997 pelo “pulso” do grupo Kolinski, com grande tradição no sector. As lojas (40 no total) distinguem-se pelos espaços amplos e um design elegante que permitem ao visitante “desfrutar” da vasta oferta de relógios, expostos como autênticas “obras de arte”. O conceito evoluiu para a criação de quatro boutiques plus que expõe as melhores peças das marcas mais conceituadas. São lojas de culto para os amantes da relojoaria e incluem uma biblioteca especializada, tertúlias e um relojoeiro residente. Oferecem serviços exclusivos como a reserva de peças, aconselhamento, crédito ou caixas especiais.

Em Novembro, a boutique voltou a inovar criando uma “loja de bandeira” (flag ship store), no Centro Comercial Colombo, em Lisboa. Com dois pisos, 270 metros quadrados de área e um design requintado, a loja dispõe, por exemplo, de um espaço de exposição de artigos de luxo e acessórios de moda, uma sala privada para atendimento e um champanhe-bar. “É um espaço único que nos posiciona como uma referência europeia no luxo”, disse o presidente Salomão Kolinski à imprensa lusa.

Em Angola, a boutique arrancou em Novembro de 2009, com uma loja plus localizada no edifício mais alto de Luanda (Torre Escom). Nesta “montra” de 100 metros quadrados, com uma decoração moderna e funcional, o visitante pode apreciar peças das melhores marcas do mundo (caso da Audemars Piguet, Breguet, Blancpain, Breitling, Chanel, Glashutte, Girard-Perregaux, IWC, Jaquet Droz, Longines, Ómega, Parmigiani e Richard Mille).

Aula de relojoaria de mestre Ribeiro
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Modelos exclusivos: Séries limitadas prestam tributo aos 435 anos de Luanda (esquerda) e ao 35.º aniversário da Independência de Angola

No mês passado, a marca resolveu comemorar o segundo aniversário com o lançamento de peças de luxo, exclusivas para o mercado angolano. “São séries limitadas, de apenas 11 peças, produzidas artesanalmente na Suíça e que retratam alguns dos símbolos da cultura angolana”, esclareceu Salomão Kolinski. Foram encomendas especiais, realizadas com um ano e meio de antecedência, cabendo o risco da operação à Boutique dos Relógios. Um risco calculado dado que “grande parte das peças já está reservada à partida. A série “Palanca”, por exemplo, já está esgotada”, confessou. Isto apesar dos preços não estarem ao alcance de todas as bolsas — o “Pensador” tem um preço de 52 425 dólares e o “Turbilhão” de 89 859 dólares. Ainda assim, o “pai” da Boutique dos Relógios referiu que “não foi fácil convencer as marcas a fazerem uma produção especial. É um trabalho muito exigente. As gravações são feitas manualmente”, justifica.

A descrição das peças foi feita pelo mestre Pedro Ribeiro, apresentado por Kolinski como “o mais conceituado em Portugal e um dos mais respeitados internacionalmente, dado que é certificado pelas melhores marcas do mundo”. O especialista trabalha com relógios desde os 12 anos, estudou na Suíça (a catedral da alta relojoaria), onde também deu aulas. Aproveitou a estada em Angola para formar os técnicos e a equipa de vendas. Falou à imprensa, de bata branca, debruçado sobre uma mesa de vidro com as peças perfeitamente alinhadas, por ele manuseadas de forma delicada com uma pequena pinça. Pedro Ribeiro falou de cada relógio com uma paixão contagiante. Dedicou parte da prelecção a explicar a diferença entre relógios mecânicos de corda manual ou automática. Entre eles, o Roll-Royce dos coleccionadores são os relógios com turbilhão interno, um sistema inventado em 1801 para colmatar os efeitos da atracção terrestre quando o relógio não está direito. “As peças tem menos de 2 gramas e são um produto de manufactura. Não há máquinas que montem peças de relógios como essas”, explica. A verdade é que o efeito do turbilhão a rodar perante os nossos olhos tem um efeito hipnótico, o que explica o fascínio dos coleccionadores que despendem verdadeiras fortunas por eles (a título de curiosidade a peça mais cara a Boutique dos Relógios é um turbilhão da Greubel Forsey que custa 700 mil euros).

Mas as verdadeiras “estrelas” da prelecção foram os relógios exclusivos para Angola, caso do “Turbilhão Palanca Negra Gigante”, da Jaquet Droz, peça em ouro rosa (de 18 quilates) que presta homenagem ao “mais belo e raro antílope do mundo”. De referir que este relógio foi criado originalmente para assinalar a data do 11 de Setembro de 2011. O mesmo se pode dizer do modelo “Blancpain Pensador 11.11.11” que faz um tributo à célebre estatueta de origem tchokwe, símbolo da cultura nacional. Trata-se igualmente de um relógio em ouro rosa, “com calendário completo e fases da Lua, cujo fundo transparente, em vidro de safira, deixa vislumbrar a massa oscilante com uma gravação especial do ‘Pensador’, feita a jacto de areia”.

Os 435 anos da cidade de Luanda foram o pretexto para o lançamento de outra edição especial limitada, a do “Girard-Perregaux ww.tc Financial”. Convém explicar que o ww.tc (World Wide Time Control) Financial permite consultar o tempo em quatro praças bolsistas — Nova Iorque, Lisboa, Hong-Kong e Tóquio — e, em 24 cidades, “incluindo, pela primeira vez, a capital de Angola”. Outra efeméride, os 35 anos da Independência de Angola, foram celebrados com a edição especial do “IWC Turbilhão de Corda Manual”. “Com uma caixa de 43,1 milímetros em ouro rosa, o relógio impressiona pelo turbilhão às 9 horas e a gravação especial do mapa do país com a inscrição ‘Tributo a Angola’.” O relógio tem ainda a particularidade de ser entregue em caixa de madeira numerada.

O modelo alusivo ao “Pensador” custa mais de 52 mil dólares e 
o “Turbilhão” fica perto dos 90 mil dólares

Por fim, falta apresentar a “Edição Limitada Angola RM 010”, da Richard Mille. “É uma peça em ouro rosa, marcada pelos detalhes vermelhos que evocam as cores da bandeira nacional, onde os números ‘3’ e ‘5’ se destacam para simbolizar os 35 anos de independência. Há ainda o detalhe da gravação do contorno da área de Angola no verso da caixa do relógio”, esclarece.

No final da apresentação Salomão Kolinski estava visivelmente orgulhoso.  “Os clientes ficam surpreendidos com a variedade de produtos e o atendimento. Hoje, já não precisam de viajar para o estrangeiro para comprarem relógios de luxo”, sintetiza. No final deixou escapar a novidade. “Vamos abrir uma grande loja, em 2012, no centro comercial Gika e alargaremos a oferta com relógios mais acessíveis, dirigidos a todos segmentos de mercado.” A este propósito a EXAME não resistiu a perguntar ao mestre Pedro Ribeiro quais eram os relógios favoritos: “Gosto muito da Breguet, em particular do modelo “Tradition”. Para quem prefere uma boa relação qualidade/preço, o Speedmaster, da Ómega, é uma óptima escolha.” Se ainda não fez a sua lista de presentes cá ficam duas sugestões. Mas tem obviamente de escolher um Pai Natal generoso…

 

 

Por: Jaime Fidalgo

Fonte: Exame

Foto: Exame

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