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Músico Paulo Flores canta nos Coqueiros

Vencedor do Top dos Mais Queridos vê o show como uma oportunidade para viajar no tempo e rebuscar as músicas mais conceituadas

O músico Paulo Flores, três anos depois de esgotar o estádio dos Coqueiros, em Luanda, com mais de 22 mil espectadores, volta a reunir os seus fãs sábado, naquele recinto, para o concerto “Boda anos 70, 80 e 90”.
O artista definiu o espectáculo dos Coqueiros como “uma festa de gerações, famílias, amigos e uma celebração pela liberdade, arte, música e poesia que tem construído a identidade angolana”.
Paulo Flores, um dos fortes impulsionadores do ritmo kizomba na década de 1990, a par de Eduardo Paim, Ruca Van-Dunem, dos Tropical Band, Irmãos Almeida e Diabick, assume este novo desafio com um ponto extra, em relação à sua actuação anterior, pois ressurge para os fãs na condição de artista mais querido do ano.
O músico, vencedor do Top dos Mais Queridos deste ano, acrescenta que esta é também uma oportunidade para viajar no tempo e rebuscar as músicas mais conceituadas dos anos 70, 80 e 90, tocadas em Luanda.
O cantor, além dos temas de sua autoria, afirmou que vai interpretar músicas doutros artistas, como Ruca Van-Dunen e Ricardo Abreu. Entre as composições da sua autoria a serem apresentadas destacam-se “O Povo”, “Inocente”, “Cherry”, “Je Pé”, “Bota Bota”, “Xé Povo”, “Sassassa”, “Marika”, “Cabelos da Moda”, “Inocente”, “Serenata Angola”, “Minha Senhora”, “Makalakato” e “Clarice”.
A sua actuação, adiantou, vai ser antecedida de vários momentos musicais, dentre os quais alguns a serem proporcionados pela Banda Evolution, que vai interpretar várias músicas consagradas dos anos de 1970,1980 e 1990.
A compositora Garda, acompanhada pelo Grupo Nguami Maka, assim como por Kiari Flores, seu filho, também tem actuação prevista, num encontro de guitarristas solos dos anos 1970, 1980, 1990.

O cantor, nascido em Luanda, em 1972, tem no mercado nacional os discos “Kapuete Kamundanda”, 1988, “Sassassa”, 1990, “Coração Farrapo”, 1991, “Cherry”, 1991, “Brincadeira Tem Hora”, 1993, “Inocente”, 1995, “Perto do Fim”, 1998, “Recompasso”, 2001, e “Xé Povo”, 2005, além de um “Best Of” e um DVD ao vivo.
Cantor e compositor, Paulo Flores é actualmente um dos expoentes máximos da música angolana, ostentando, nas suas criações, os valores da cultura nacional, desde a herança patrimonial às suas expressões mais vanguardistas, numa busca constante de novas fórmulas e sempre aberto a outras culturas. Paulo Flores gravou o primeiro disco só com composições e poemas seus aos 16 anos e tem participações em todos os discos de Ruca Van- Dunen, “Sem Kijila”, “Sem Kijila Também”, “Sem Kijila Ainda” e “Sem Kijila Sempre”, assim como nos trabalhos do músico Ricardo Abreu e nos dois trabalhos discográficos da Banda Maravilha.
Paulo Flores teve ainda participações em outros projectos, como “Picante”, de Dj Dias Rodrigues, “Quintal do Semba”, no qual foi co-autor, juntamente com o baterista Marito Furtado, e no disco “Calo Pascoal e Amigos”.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Mota Ambrósio

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