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Montagem ganha terreno

Vendedores de peças de geradores

Os vendedores de peças de geradores do mercado dos Correios, no bairro Golfe 1, município do Kilamba Kiaxi, em Luanda, estão a conquistar a clientela interessada em adquirir uma fonte alternativa de energia eléctrica, nestas vésperas da quadra festiva.

A aderência das pessoas àquela que é considerada a maior praça de motores do país deve-se ao facto de os acessórios custarem barato, para além da disponibilidade de um grupo de voluntários para o trabalho de montagem, conforme garantiu Joaquim Figueira, um dos vendedores mais antigos vendedores de peças.

“Aqui é o sítio onde a preocupação do cliente pode ser resolvida em pouco tempo, porque comprando peça a peça pode, através dos miúdos que montam, sair daqui com o gerador completo”, garantiu, esclarecendo que tanto a parte eléctrica, como a parte mecânica do motor está sempre disponível para o gosto do freguês.

Em jeito de estimativa, Joaquim Figueira calculou que um aparelho de marca Astra do tipo 3700 pode custar menos de 15 mil, em detrimento dos 26 mil Kwanzas actuais praticados nos armazéns do Hoji-Ya-Henda, incluindo a sua montagem pode custar apenas.

Na ocasião, o comerciante apontou com o dedo em riste para um bloco da parte mecânica orçado em 25 mil Kwanzas. Logo a seguir, explicou que a peça constitui, por si só, meio motor, ou seja, a secção mais importante de um gerador que está ser vendido actualmente por 80 mil Kwanzas.

A modalidade de venda facilita também aqueles que têm um gerador avariado que, ao invés de comprarem outro, podem apenas adquirir o acessório que estragou e pagar a sua reparação, segundo disse Joaquim Figueira, para o quem a deslocação dos montadores à casa do comprador não representa nenhum incómodo. Há vários anos nos Correios, o homem que começou a vender acessórios da apelidada marca fofandó, passando pelas Elemax, disse que, hoje em dia, as pessoas procuram mais partes de Astra Corea, uma referência que, em sua opinião, já conquistou o mercado.

Valendo-se da experiência que leva há mais de uma década na venda de peças, o negociante de 33 anos de idade aconselhou os utilizadores de geradores a terem muito cuidado com o nível de combustível no motor.

“Nós recomendamos que se ponha o óleo ao nível normal, porque quando faltar este combustível no motor, algumas peças podem partir”, aconselhou, chamando a atenção para não se mexer à toa na parte eléctrica, por ser a mais delicada de todas.

À pergunta sobre a falta de confiança por parte de alguns clientes, que preferem levar as peças para casa, Joaquim Figueira, respondeu dizendo que o cliente é livre de solicitar ou não os serviços dos operadores do mercado.

Mas chamou a atenção aos que optam por confiar a montagem das peças de geradores aos seus colaboradores e a outros jovens com ocupações do género para obedecerem às referências dos acessórios, porque, muitas vezes, as coisas só saem mal devido à teimosia dos compradores.

“Eu já vi um indivíduo que resistiu à compra de juntas para associar as partes do depósito do óleo, tendo obrigado os montadores a adaptarem um corte no pacote de sumo Compal, para compensar a falta.

Qualidade do combustível é determinante

A maior parte dos concertadores de geradores abordados por este jornal foi unânime em afirmar que a qualidade do combustível é determinante na manutenção e conservação dos aparelhos que geram energia eléctrica.

Para eles, depois de desmontar o motor, é fácil constatar que certa avaria foi provocada pelo uso do chamado óleo avulso, isto é, o que é retirado de seus recipientes originais para ser vendido de qualquer forma.

Entre as avarias citadas pelos técnicos, como Matanta Henrique Moderaux do Cazenga, constam as que têm a ver com radiador, válvula, bloco e cambota, para além de bobina e da placa.

Na altura em que prestava declarações à nossa reportagem os seus trabalhadores substituiam a cambota de um motor Elemax, em cujo óleo 30 se notou a adição de uma substância estranha, com grãos sólidos.

Para perceber sobre as manobras dos vendedores do referido tipo de combustível, O PAÍS dirigiu-se a alguns postos de venda informal com um voluntário do mercado dos Correios entendido no assunto. Como era de se esperar, as pessoas que praticam esta actividade negaram a possibilidade de se adicionar qualquer líquido parecido ao óleo 30 ou 40.

Mas o mecânico que guiava a nossa equipa de reportagem comprou um recipiente de óleo 30 original, outro de ocasião e despejou um pouco de cada frasco, para depois chamar a atenção dos presentes para a diferença das duas substâncias.

O conteúdo do bidão original apresentava-se mais claro do que o do frasco de água mineral, uma situação que começou a provocar aglomeração de pessoas curiosas.

Profundamente comprometidas com a revelação, as vendedeiras justificaram a diferença notada como consequência da desigual natureza dos dois recipientes.

Alberto Bambi
Fonte: O País
Foto: O País

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