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Fundo Monetário Internacional dá boa nota à economia angolana

Instituição de Bretton Woods elogia os esforços do Executivo na consolidação fiscal

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reconhece num relatório divulgado ontem em conferência de imprensa, em Luanda, que Angola continua a fazer progressos rumo à estabilidade macroeconómica.
Entre os indicadores, além da estabilidade da taxa de câmbio, o FMI refere a redução das taxas de juro e a restauração das reservas internacionais num ritmo mais acelerado do que o esperado.
De acordo com o relatório, apresentado em conferência de imprensa pelo representante residente do FMI em Angola, Nicholas Staines, os progressos foram sustentados por uma forte consolidação fiscal nos dois últimos anos.
“A estabilização continua incompleta”, sublinha o documento, cuja elaboração resultou da quinta avaliação feita, no quadro do Acordo Stand-By assinado entre o Executivo e aquela instituição monetária internacional.
Em relação às reformas fiscais e a transparência, o relatório do Fundo monetário Internacional congratula-se com as medidas tomadas para melhorar o controlo das operações financeiras da Sonangol com o orçamento, considerado uma peça central para melhorar a tesouraria e gestão de caixa, a contínua disseminação de informações relacionadas às operações da Sonangol, incluindo o relatório de demonstrações financeiras auditadas de 2010.  O FMI também saúda as medidas tomadas para enfrentar o grande e inexplicável residual nas contas fiscais, o que compromete a qualidade das estatísticas das finanças públicas para os programas e formulação de políticas.
Este trabalho, sublinha o documento, tem de ser sustentado de forma substancial. O FMI saúda igualmente a decisão das autoridades angolanas em basearem o Orçamento Geral do Estado em preços “conservadores” do petróleo, o seu compromisso para melhorar as transferências dos rendimentos do petróleo e continuar a trabalhar para a definição do quadro de um fundo de estabilização. Quanto à situação fiscal, o documento refere que tem estado em grande parte sob controlo. A inércia da inflação e a deterioração da qualidade dos activos bancários, devido ao impacto de atrasados internos, sugerem que os esforços de reforma precisam de ser sustentados, para estabelecer as bases para uma economia competitiva, de crescimento rápido e diversificada, segundo o documento.
Angola precisa também de uma posição mais forte das reservas internacionais para melhorar a capacidade de resistência aos choques externos, segundo aquela instituição de Bretton Woods.

 

 

Fonseca Bengui

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: JA

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