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Otan diz que Rússia não deve temer o escudo antimíssil

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante encontro da OTAN em Bruxelas, nesta quinta-feira.

Ministros das Relações Exteriores dos países membros da Otan estão reunidos em Bruxelas com o chefe da diplomacia russa. O objetivo do encontro é tranquilizar o representante de Moscou sobre o projeto de escudo antimíssil contestado pela Rússia.

A Otan tenta tranquilizar a Rússia sobre a finalidade do escudo antimíssil durante a reunião dos ministros das Relações Exteriores dos 28 países membros da Aliança e o chefe da diplomacia de Moscou, Sergueï Lavrov, que acontece nesse momento em Bruxelas. “Seria um desperdício financeiro importante para a Rússia investir em medidas para impedir um inimigo artificial que não existe”, declarou o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen antes do início da reunião.

O escudo antimíssil, decidido durante uma cúpula da Aliança em 2010, é um ambicioso sistema de defesa, de tecnologia norte-americana, que a Otan pretende implementar para proteger a Europa. Mas o projeto não é visto com bons olhos pela Rússia, que considera o programa como uma ameaça para sua segurança.

Desde que a iniciativa foi lançada, os Estados Unidos e a Otan afirmam que o escudo não visa o arsenal de dissuasão nuclear da Rússia, e sim “uma ameaça vinda do Oriente Médio”. Alguns militares apontam diretamente o regime iraniano e seu programa bélico como principal fonte de preocupação da Aliança.

Mas Moscou exige garantias de que poderá manter seu programa de defesa sem interferência externa. “Nossos amigos da Otan recusam categoricamente nos apresentar por escrito o que eles afirmam oralmente, principalmente o fato de que esse projeto de escudo antimíssil na Europa não apresenta nenhum risco para a Rússia”, disse o chefe Sergueï Lavrov. O chefe da diplomacia russa confirmou que seu país não está disposto a um acordo sem garantias concretas da Otan.

O escudo antimíssil deve estar operacional entre 2018 e 2020, e cobrirí vários países próximos da Rússia, como a Polônia, a Romênia e a Turquia.

 

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Sebastien Pirlet

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