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Ministra do Comércio: integração da produção nacional na distribuição passa pela infraestrutura logística

Ministra do Comércio, Idalina Valente.

Os problemas logísticos constituem o maior obstáculo a que as redes comerciais, as já instaladas ou que se preparam para entrar no mercado, possam absorver a produção nacional, considera a ministra do Comércio, Idalina Valente. Outro óbice que se coloca, tanto no que toca ao mercado interno como à exportação, é a certificação de qualidade dos produtos nacionais. Idalina Valente disse a O País que o Executivo não está a colocar a quota de absorção de produção nacional como condição para o licenciamento de novas insígnias. “Neste momento, referiu, não impomos limites” nos processos de licenciamento no que respeita a exigências de absorção de produtos originários da agricultura e pecuária nacional.

Para Idalina Valente a prioridade é melhorar a infraestrutura logísitica: “estamos a apetrechar-nos tecnologicamente para podermos gerir essa situação. Temos um grande défice de informação. Sabemos que há dificuldades no escoamento dos produtos, existe alguma capacidade de conservação ociosa em algumas zonas, noutras zonas há uma ausência total de infraestruturas de logística adequada dos produtos, sobretudo os perecíveis e podemos estabelecer rapidamente este equilíbrio, escoando a produção interna, introduzindo-a no circuito de exportação”. Para a ministra do Comércio “a questão da produção nacional tem a ver com um grande défice de infraestrutura logística. Sabemos que o maior mercado que existe no país é o mercado de Luanda. Hoje a nível das províncias, salvo raríssimas excepções, ninguém consome produtos exportados quando há nacionais”.

Novo mercado abastecedor

A solução para Luanda passa, na perspectiva do Executivo, pela instalação de um mercado abastecedor que concentre a produção nacional. “Luanda precisa de um mercado abastecedor para concentrar aqui todos os excedentes de produção e estamos a dar continuidade ao projecto do centro de logística e distribuição de Luanda, que será um investimento ainda redimensionado no seu tamanho inicial, com o objectivo de criar, numa primeira fase, naves de concentração de produtos vegetais, de carne e de peixe”, refere Idalina Valente. A ministra do Comércio sublinha que “acabamos por ter dificuldades na gestão da nossa própria produção interna, não conseguimos concentrar de forma significativa os produtos que são produzidos de forma dispersa em muitos pontos do país. As parcerias público-privadas são muito bem-vindas sobretudo na área de infraestrutura de logística”. E põe a tónica na certificação da qualidade dos produtos em harmonia com as normas estabelecidas internacionalmente: “temos de produzir bem para consumirmos e para exportar. A certificação da qualidade dos produtos é um processo e há regras, há boas práticas que têm de ser observadas para que isso se consiga.

Cumprindo rigorosamente as boas práticas estabelecidas para a produção de um determinado produto estaremos a produzir tãobem como os outros”. Quanto à aprovação da entrada da insígnia Continente do grupo Sonae, que se associará aos angolanos da Condis, a ministra do Comércio remete para a ANIP o desfecho do processo: “tanto quanto sei trata-se de um projecto que está a ser negociado a nível da ANIP, já houve várias sessões de discussão e estará, admito, em breve concluído o processo a nível da ANIP”.

Luís Faria
Fonte: O País
Foto: O País

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