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Delinquência e degradação de valores sobe ao palco pela mão de Miguel Hurst

Actores durante os ensaios da peça de Nuno Milagre que aborda temas da actualidade como a prostituição e delinquência juvenil

“Tanta asneira para dizer… Lu­anda é bonita” é o título da peça teatral de Nuno Milagre, encenada por Miguel Hurst, que estreia hoje, às 20h30, no palco do Cine Teatro Nacional, em Luanda.
A peça está em cartaz sexta e sábado e depois nos dias 14, 15 e 16 deste mês e 19, 20, 21, 26, 27 e 28 de Janeiro de 2012.
Domingos Adérito, produtor executivo do projecto Mukange, disse ao Jornal de Angola que a peça aborda temas da actualidade como a prostituição, poligamia, adultério, delinquência juvenil e a degradação dos valores morais.
O encenador Miguel Hurst trabalhou com os actores a criatividade e dinâmica em palco, dicção e a harmonia em cena. “Muita gente vai reflectir sobre diversas cenas reais do quotidiano angolano, as suas conquistas e decepções”, realçou.
Domingos Adérito disse que a peça começa nas ruas de Luanda, na Baixa, onde dois jovens planeiam um assalto, mas assaltar pessoas apresentáveis, não é o forte dos adolescentes. “Eles acabam por se meter numa trapalhada, que se torna um divertido pesadelo”.
A peça “Tanta asneira para dizer…Luanda é bonita” conta a história de “um assalto de esquina na noite de Luanda que leva a outro assalto. Mas tal como no jogo e no amor ou como na pesca, raramente as coisas acontecem como planeado e Dadri, Koluta, Zito, Cáudia e Moxico juntam-se pelo imprevisto de força maior. Parecem cinco amigos a beber um copo tranquilo, mas a conversa exalta-se em julgamento informal, num jogo aberto onde todos podem sentar-se no banco do soba e no tronco de réu”.
Domingos Adérito explica que o espectáculo tem a duração de uma hora e conduz os espectadores aos problemas actuais que envolvem as classes sociais num mundo moderno. Sublinhou que as conclusões tiradas da peça são várias, particularmente “de contribuirmos para criar uma sociedade mais honesta valorizando os princípios éticos e morais”.

A peça procura também chamar a atenção para a ostentação de riqueza, frequente, particularmente na capital angolana.
A peça é uma produção do projecto Mukange e representada por seis actores: Edusa Chindecasse, Hélio Tavares, Naede Branco, Raul do Rosário, Orlando Sérgio e Yuri de Sousa. A coreografia está a cargo de FK, a música é de Leonardo Wawuti “Nástio”, os figurinos são de Adelino Fernandes “Didi”, o som de Uliengue Almeida e a iluminação de Kali.

Manuel Albano

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Paulo Mulaza

 

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