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Martin Scorses eleito o melhor

Martin Scorsese

O último filme de aventura e fantasia de Martin Scorsese, “Hugo”, foi eleito o melhor do ano pelos críticos da National Board of Review, que também atribuíram ao cineasta o título de melhor realizador de 2011, informou ontem a Reuters.
“Hugo’ é um filme muito pessoal de Martin Scorsese e um tributo aos primeiros anos do cinema, que usa a tecnologia actual de ponta para levar a audiência para um mundo completamente único e mágico”, escreveu a presidente da National Board of Review, Annie Schulhof, no site oficial da organização, fundada em 1909 e composta por mais de 100 realizadores, académicos e críticos cinematográficos.
“Hugo” conta a história de um rapaz que vive sozinho numa estação de comboios de Paris e a de um enigmático proprietário duma loja de brinquedos.
O filme “The Descendants”, de Alexander Payne, também esteve em destaque entre os críticos da National Board of Review que o premiaram em três categorias diferentes. No filme, George Clooney, que representa um pai que tenta reatar a ligação com as duas filhas, depois da mulher ficar em coma na sequência de um acidente de barco, foi considerado o melhor actor, e Shailene Woodley a melhor actriz secundária. Tilda Swinton foi eleita a melhor actriz pelo seu papel em “We Need to Talk About Kevin” e Christopher Plummer, de 81 anos, que representa em “Assim é o Amor” um homem que assume a homossexualidade depois da mulher morrer, foi premiado na categoria de melhor actor secundário.
O melhor filme de animação foi para a produção da Paramount, “Rango”, a história do camaleão que tem a voz de Johnny Depp, e “A Separation”, de Asghar Farhadi, venceu o prémio de melhor filme estrangeiro, prémio que já tinha recebido esta semana dos críticos de Nova Iorque. “Paradise Lost 3: Purgatory” foi considerado o melhor documentário.
No campo da revelação, as actrizes Felicity Jones (“Like Crazy”) e Rooney Mara (“The Girl with the Dragon Tattoo”) foram distinguidas com o prémio Revelação. O galardão de melhor filme de estreia foi para o norte-americano J.C. Chandor, por “Margin Call”, o segundo prémio esta semana, depois de também ter sido escolhido pelos críticos nova-iorquinos. “As Criadas”, de Tate Taylor, que conta no elenco com Emma Stone, Viola Davis e Octavia Spencer venceu na categoria de melhor elenco.
Michael Fassbender venceu o prémio Spotlight pelo seu papel em quatro filmes (“Um Método Perigoso”, “Jane Eyre”, “Shame” e “X-Men: O Início”). O National Board of Review entregou ainda a “Pariah” e “Crime After Crime” o prémio da liberdade de expressão. A saga Harry Potter, que chegou ao fim este ano, recebeu um galardão especial pela exemplar tradução do livro para o filme.

O filme mudo de Michel Hazanavicius, “O Artista”, foi o grande vencedor do New Iorque Film Critics Circle, mas na National Board of Review não arrecadou nenhum prémio, integrando apenas a lista dos melhores filmes do ano, ao lado de “The Descendants”, “Drive”, “The Girl with the Dragon Tattoo”, “Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2”, “Nos Idos de Março”, “A Árvore da Vida”, “War Horse” e “J. Edgar”.
A par dos prémios da New Iorque Film Critics Circle, também a National Board of Review serve como antevisão aos Óscares e os filmes escolhidos muitas vezes são apontados como os favoritos aos cobiçados prémios da Academia de Cinema de Hollywood.

 

Fonte: Jornal de Angola

Foto: Jornal de Angola

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