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Job não ficou surpreendido com a chamada de Lito Vidigal

CAN2012

Foram praticamente seis meses de angústia por causa de uma lesão no perónio do pé direito que o afastou dos relvados. durante quase seis meses.

Tudo apontava que seria uma carta fora do baralho para o CAN2012, mas a sua influência nos Palancas trouxeo de volta à lista dos pré-convocados, que começam a fase de preparação em Cabinda.

Falamos de Job, o influente médio direito do Petro de Luanda e dos Palancas, que esta semana falou ao nosso jornal sobre o seu regresso à Selecção Nacional.

Ficou surpreendido com a chamada de Lito Vifigal na Selecção? “Não.

Sabia que era uma questão de tempo, porque os médicos disseram-me que a minha lesão estava no prazo e que voltaria a jogar normalmente”, respondeu o jogador.

Job lamenta apenas o facto de estar atrasado em relação aos colegas quanto à forma competitiva. Afirma que a lesão no pé é coisa do passado e continua a trabalhar para merecer a confiança de Lito Vidigal.

Considera que foi a fase mais dramática na sua carreira, porque nunca sofreu uma lesão igual. Temeu que era fim, mas o apoio moral da esposa e dos dirigentes do Petro de Luanda foi fundamental para que se restabelecesse psicologicamente.

Neste momento, afirma, tem imensas expectativas de fazer parte dos eleitos de Vidigal, uma vez que, o Campeonato Africano das Nações (CAN) é uma montr para os jogadores africanos, que sonham com outros voos.

O jogador que realizou testes físicos numa clínica de Luanda, terçafeira, disse que ficou com a perna direita muito tempo na ligadura em Portugal, onde foi operado. “Muita gente diz que eu parti o tornozelo…
Não é nada disso. Parti o perónio”, desabafa. De acordo com mesmo, o micro estágio da Selecção vai, com certeza, melhorar o seu ritmo competitivo depois de ter superado o problema dfísico.

“O que me falta apenas é ritmo de jogo, tenho a certeza que vou melhorar nos próximos dias e voltar a fazer o que eu mais gosto: jogar a bola”.

Devido ao longo período de lesão, Job revelou que sentiu o seu lugar ameaçado tendo em conta a concorrência no sector intermediário dos Palancas, onde despontam jogadores com Djalma, Lunguinha ou Mingo Bill.

“Qualquer jogador na minha situação sente o seu lugar ameaçado.

Veja que estão a surgir bons jogadores na Selecção. Felizmente, o mais grave já passou, agora vou lutar para a minha vaga.

Questionado se Angola é um dos fortes candidatos ao título devido às ausências de selecções tradicionais como o Egipto, Camarões e a Nigéria, o atleta respondeu: “ Não podemos ver as coisas dessa forma, no mundo já não há equipas fracas. Devemos prestar maior atenção ao Senegal, Ghana, Côte d’Ivoire e oa Burkina Faso”.

“Penso que devemos pensar jogo após jogo. Estou optimista quanto a uma boa participação no campeonato. Acredito que podemos obter a melhor classificação de sempre. É só trabalharmos mais e cumprirmos com as orientações do professor”.

Individualismo

Durante o período de Hervé Renard, no comendo técnico dos Plancas, o treinador francês frisou/reclamou várias vezes do individualismo de Job, o que terá influenciado à sua presença constante no banco de suplentes. O médio comentou que a sua forma de jogar, desde pequeno, não mudou, até porque os adeptos gostam, apesar das críticas.

“As críticas para mim são como um estímulo”, acrescentou.

“No Petro tenho alguma liberdade, jogo a vontade. Na Selecção não se pode dizer o mesmo porque temos outras responsabilidades e nos adaptamos a um estilo de jogo diferente”, disse.

Acrescentou que, “se calhar os adeptos devem estar confundidos quando pensam que o Job na Selecção fica meio desaparecido. Nada disso. Na selecção representamos as cores da Nação e também milhões de angolanos, é claro, a responsabilidade deve ser maior. Se o treinador me deixar fazer o que eu faço no Petro penso que será diferente”.

Em relação aos jogos de preparativos agendados pela Selecção Nacional para este mês, o jogador afirma que são bons testes, tendo em conta o bom nível dos adversários, sobretudo dos Camarões, equipa com grande tradição no futebol africano sejam quais fores nomes dos jogadores.

Em relação à Zâmbia e a Namíbia, o jogador diz o mesmo. Ou sejam valoriza igualmente estes adversários, e gostaría de aproveitar esses jogos para estar em forma física e mostrar ao treinador nacional que pode contar com ele para o CAN2012, no Gabão e na Guiné-Equatorial.

Job renegoceia com Petro de Luanda

Em que ponto está o seu vinculo contratual com o Petro de Luanda?
Tranquilo. Acho que pouca gente deve saber, o meu vínculo contratual com o Petro de Luanda terminou esta quarta-feira, 30 de Novembro), depois disso sou um jogador livre. Mas a direcção tem conversado comigo. Diz-se que jogador de futebol é como um mercenário mas a minha cabeça só anda virada para o Petro de Luanda.

E como é que estão  as conversações?
As conversações estão boas, por enquanto. Já apresentei a minha proposta – estou à espera da contraposta da direcção. Acho que daqui a uma semana o assunto estará arrumado.

Alguma vez recebeu proposta de um clube nacional?
Tenho recebido várias propostas, algumas até chegam-me via e-mail de equipas que sabem que estou livre.
Todo mundo quer ter o Job na sua equipa, mas de momento a minha cabeça está no Petro.

É comum os grandes jogadores a nível nacional passarem pelo Petro Atlético e o 1º de Agosto. E se recebesse um convite deste último, aceitaria?
Risos. O 1º de Agosto é uma boa equipa, é uma das melhores de Angola. Ficando no Petro de Luanda ou no 1º de Agosto não tem qualquer diferença.

Sabe-se que a causa da sua lesão foi um choque inevitável com o guardaredes do 1º de Agosto, Wilson. Como é que estão as vossas relações?
Nada mudou. Somos grandes amigos, até porque partilhamos algumas vezes o mesmo quarto na Selecção Nacional. O Wilson é um grande camarada, inclusive visitou-me e deitou lágrimas quando nos abraçamos.
Transmitiu-me palavras de conforto dizendo que não foi uma acção propositada. Muita gente pensa o contrário, mas eu e o Wilson continuamos amigos e falamos muitas vezes na internet.
Brevemente estaremos junto e todos os colegas esperam esse reencontro.

Qual é o defesa que mais  teme no Girabola?
Sinceramente, é o Etah, o meu colega de equipa. Nos treinos individuais no clube o treinador diz que, se passares dez vezes pelo Etah ele paga-nos. Eu, realmente sinto imensas dificuldades para cumprir essa aposta.

Que avaliação faz do Girabola 2011?
Boa, em relação a época passada, teve um campeonato mais equilibrado, com as equipas a competirem no seu melhor nível, olha que equipas tradicionais como o Petro e o 1º de Agosto tiveram dificuldades de se impor e não conquistaram nada. Pessoalmente, foi frustrante por ter feito apenas oito jogos e sem marcar qualquer golo de vido a lesão.

Manuel Lutomatala
Fonte: O País
Foto: O País

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