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Bachar al-Assad nega ser responsável pela repressão na Síria

Manifestação contra o presidente sírio, Bachar Al-Assad, na Síria.

Em entrevista ao canal de TV ABC News, transmitida nesta quarta-feira, o presidente sírio Bachar al-Assad negou ser o responsável pela morte de milhares de manifestantes, apesar da repressão do governo ao movimento de contestação que teve início em março.

O presidente sírio Bachar al-Assad negou nesta quarta-feira qualquer responsabilidade na morte de milhares de manifestantes no país. Em entrevista à rede americana ABC News, o dirigente sírio disse que “só um louco daria ordem para atirar contra sua própria população”, uma declaração qualificada de “ridícula” pelo governo americano. Bachar al-Assad reconheceu, entretanto, que “alguns erros possam ter sido cometidos pelas foças do governo.” Em trechos da entrevista divulgados nesta quarta-feira, o presidente aparece tranquilo, e rejeita as “falsas acusações”, segundo suas próprias palavras. “Quem matou quem? A maioria das pessoas que morreram são partidárias do regime, e não o contrário”, declarou.

Segundo ele, “existe uma diferença entre uma repressão política deliberada e alguns erros cometidos por alguns responsáveis”, justificando os ‘excessos’ da polícia. “Não houve nenhuma ordem para matar”, disse. “Fiz o que pude para proteger a população”, ressaltou, afirmando que tem o apoio do povo. Pelo menos 4 mil pessoas morreram vítimas da repressão na Síria, segundo a ONU. Bachar al-Assad reage questionando: “quem disse que a ONU era uma instituição confiável?” O presidente sírio disse não temer as sanções do países ocidentais e da Liga Árabe. “Somos alvo de sanções há mais de 30 anos” declarou.

Turquia anuncia novas sanções contra Síria

A Turquia anunciou nesta quarta-feira que vai sobretaxar em 30% as mercadorias sírias que entrarem no país, segundo o ministro do Comércio Hayati Yazici, citado pelo canal NTV. No fim de novembro, o ministro turco das relações exteriores, Ahmet Davutoglu, já havia anunciado uma série de sanções contra o país para protestar contra a violência do governo. A Turquia suspendeu a cooperação estratégica com o governo turco e bloqueou a entrega de armamento para o país.

O governo turco também congelou os ativos sírios e as relações com o banco central da Síria. Além disso, as autoridades turcas também interromperam as explorações conjuntas de petróleo. Em represália, o governo sírio suspendeu um acordo de livre comércio assinado em 2004, depois de longas negociações com a Turquia.  Apesar das sanções, a Turquia não deverá autorizar nenhum ataque à Síria a partir de seu território, segundo autoridades do país. O ministro sírio das relações exteriores, Jihad Makdessi, se disse satisfeito com as declarações. Segundo ele, a cooperação com os países vizinhos “é fundamental para o país.”

 

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Handout

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