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A Sul. O Sombreiro, ou como Benguela foi (mal) conquistada

Artur Pestana “Pepetela”

A circular inicialmente no espaço português, onde o livro é presença destacada em prestigiadas livrarias como a FNAC do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, o último romance do escritor angolano Artur Pestana “Pepetela” está já disponível no país, com direito a dois momentos de apresentação: primeiro em Benguela – terra do autor e cenário privilegiado da trama, a par de Luanda – e dias depois na capital.

A SUL. O SOMBREIRO, o romance, foi acolhido em ambiente de grande euforia à sua chegada a Luanda, cerimónia que aconteceu dia 24 passado no auditório que leva precisamente o nome do consagrado escritor, no Centro Cultural Português. Sem surpresa, de resto, como ocorre sempre que Pepetela coloca no mercado um novo livro.

Ter a obra a circular entre nós ficou a dever-se à vontade combinada do escritor, da sua editora (a Texto Editores, do conglomerado livreiro Leya) e do Centro Cultural Português, responsáveis em conjunto pela grande afluência de público ao local.

Pepetela explicou na cerimónia detalhes do processo de criação em mais este rebento, que se vem somar à sua vasta bibliografia, como o tempo que investiu em pesquisa e redacção. Indicou as várias fontes de que se serviu, entre elas grandes volumes com centenas de páginas carcomidas pelo tempo, num claro exercício de paciência e dedicação.

Argumentou que o mergulhar nos acontecimentos históricos daqueles séculos (XVI e XVII) foi essencialmente motivado pela convicção pessoal de que se trata de um período pouco conhecido do percurso que conduziu à formação do que se conhece hoje como Estado de Angola, pelo que, não os tendo esgotado como facilmente se supõe, merece a pena que outros escritores, académicos e estudantes por eles se interessem.

O autor deu a conhecer ao seu público que o romance “A Sul. O Sombreiro” comporta elementos fidedignos recuperados à História com “H” mas também criação ficcional pela qual só ele responde enquanto escritor, como o caso do personagem Carlos Rocha “totalmente inventado por mim para homenagear um amigo, que fez mais ou menos igual percurso”.

 

Fonte: O País

Foto: O País

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