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Mercado angolano precisa de créditos

O sector imobiliário necessita de mais financiamentos bancários para facilitar a construção de casas e a posterior venda a preços acessíveis

Angola assistiu há alguns anos a um “boom” no sector imobiliário, que favoreceu o crescimento da oferta, nos seus diversos segmentos. O administrador da H&M Construção Civil, Carlos Bucalon, sublinhou em declarações ao Jornal de Angola que “há três anos o crescimento do imobiliário foi assinalável”.
Luanda registou um crescimento insustentável. Houve muita oferta, o que acabou por induzir ua procura, levando a que existisse crédito para aquisição de habitação. Carlos Bucalon referiu que o aumento da capacidade de compra depende muito da disponibilidade dos bancos em conceder crédito.
“Se a banca não concede financiamentos, o segmento imobiliário fica comprometido”, sublinhou. Actualmente, realçou, temos um mercado imobiliário mais reactivo, que se encontra numa fase de acomodação mas também de reestruturação, própria de um mercado em crescimento.
“Neste momento verificamos uma nova reacção do mercado e há novos lançamentos, o processo de vendas começa a apresentar-se de forma diferente. É tudo ainda muito ténue, pois o crédito continua a revelar-se limitado”, disse, o administrador.
O mercado imobiliário depende fundamentalmente do crédito daí que quando os bancos não se mostram disponíveis, o mercado ressente-se. É justamente o que está a acontecer, embora haja alguma evolução no que ao crédito para o sector diz respeito, afirmou Carlos Bucalon. “Se a banca não financia, o consumidor final não tem capacidade de compra”, insistiu.
Carlos Bucalon acredita que a tendência do mercado vai ser de uma maior reacção e diz que a expectativa é para o aumento das vendas nos próximos cinco anos.
“Esta tendência vai reflectir-se no segmento de casas de alto padrão e casas sociais”, sustentou. As economias de uma maneira geral, frisou, têm passado por processos difíceis e a prova disso é que elas se ressentiram muito nos últimos anos, um dado que se verificou nos Estados Unidos e alguns países da Europa. “Tudo isto tem revelado o efeito perverso da globalização”, disse Carlos Bucalon.

Com um projecto imobiliário de alto padrão, denominado “Richmond” com apenas 11 casas, seis das quais já vendidas, Luanda tem mais oferta e mais opções para potenciais compradores. O projecto, que começou no final de 2007, foi concebido e dirigido para um nível de maior exigência: “sabemos do alto nível de exigência dos angolanos e é por isso que desenvolvemos o projecto numa base marcada pela exclusividade”, disse o administrador da H&M Construção Civil, empreiteiro do projecto.
As casas, todas pintadas de branco, são apelativas e as linhas e traços são sugestivos, numa arquitectura contemporânea. O projecto, um desafio assumido pelo arquitecto brasileiro Rogério Peres, custou 35 milhões de dólares.

João Dias

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: M.Machangongo

 

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