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Legislativas russas testam popularidade de Vladimir Putin

Mesário prepara votação em Khislavichi, a 440 km de Moscou.

Cerca de 110 milhões de eleitores foram convocados para votar neste domingo nas eleições legislativas na Rússia. Líder nas pesquisas, o partido Rússia Unida, do presidente Dmitri Medvedev e do primeiro-ministro Vladimir Putin, perdeu popularidade nos últimos dias com a confirmação de que Putin vai disputar novamente a presidência, em março.

A votação começou na noite de sábado, no extremo leste da Rússia, devido ao fuso horário. Maior país do mundo em extensão territorial, a Rússia conta com nove fusos horários. A votação irá designar 450 deputados da Câmara Baixa do Parlamento, a Duma.

A maior ONG russa de combate a fraudes eleitorais, a ONG Golos, encarregada de supervisionar a votação, denunciou neste sábado pressões e ameaças do Kremlim sobre seus militantes.

O partido Rússia Unida, hegemônico no cenário político local, é apontado como favorito nas sondagens com 56% das intenções de voto. Porém, há um mês, o prognóstico era mais otimista: os candidatos do Rússia Unida tinham mais de 65% da preferência do eleitorado. A erosão começou desde que Putin anunciou que vai se candidatar a um terceiro mandato presidencial.

Analistas interpretam essa debandada como um sinal de que os russos estão cansados do modelo de poder atual, apontado como corrupto e centralizador, e querem mudanças. O partido que domina a vida política na Rússia há mais de uma década, sufocando opositores e a imprensa, corre o risco de perder a maioria qualificada (2/3) no parlamento e com isso ficar impedido de aprovar emendas na Constituição.

Além do Rússia Unida, três outros partidos concorrem às cadeiras da Duma: o Partido Comunista, o Partido Liberal Democrata e o Rússia Justa, de centro-esquerda, que deve atingir o mínimo de 7% dos votos para ingressar no parlamento. O partido de oposição Iabloko, democrático, é creditado de 4% das intenções de voto e por isso tem poucas chances de constituir uma bancada. Outro partido de oposição, o liberal Parnass, foi desqualificado pela Comissão Eleitoral. Em sinal de protesto, o Parnass apelou ao boicote e ao voto nulo, assim como os simpatizantes da oposição radical.

 

Fonte: RFI

Foto: Reuters

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