Secretária da Presidência reitera acções do Executivo para melhorias sanitárias

Secretária do Presidente da República para os Assuntos Sociais, Rosa Pacavira

Luanda – A secretária da Presidência da República para os Assuntos Sociais, Rosa Pacavira, reiterou nesta quinta-feira, em Luanda, a execução das acções do Executivo Angolano na melhoria das condições sanitárias da população angolana das áreas urbana e rural.

Falando sobre o programa integrado de combate à pobreza e saneamento na primeira Conferência Nacional Sobre Saneamento, Rosa Pacavira frisou que o Governo tudo tem feito para o incremento da cobertura deste serviço básico nas áreas rurais, periurbanas e urbanas do país.
Relativamente ao saneamento, Rosa Pacavira avançou ser um desafio permanente, acrescentando que o acesso aos serviços de saneamento é um dos indicadores básicos que serve para aferir os diferentes níveis de pobreza existentes numa determinada sociedade.
Afirmou ainda que o aumento dos investimentos no sector de água e saneamento contribui, por outro lado, para a redução da pobreza, devendo por isso serem direccionados para as zonas rurais e periurbanas das grandes cidades.
Apontou como práticas e estratégias que contribuam para a melhoria do saneamento básico rural o compromisso público das administrações municipais.
Frisou ser necessário fortalecer a participação comunitária e o desenvolvimento de um plano estratégico para a implementação de latrinas comunitárias, com mobilização de recursos e apoio técnico, aproveitamento dos recursos do ecossistema, bem como a combinação de metodologias, boas práticas e políticas que tenham em consideração as necessidades locais e o trabalho comunitário.
Já para as áreas rurais, apontou a eliminação de águas residuais ao nível domiciliar, a qualidade de consumo das populações, a fim de reduzir as taxas de morbi-mortalidade por doenças de transmissão hídrica e manuseamento sanitário e tratamento dos dejectos e de águas residuais.
Explicou que “ numa comunidade de 10.000 habitantes 30 porcento deles praticam a defecação a céu aberto. Se cada pessoa produz 150 gramas de fezes por dia, a quantidade de detritos resultaria em 450 toneladas diárias ou mais de 3 toneladas por semana, um equivalente a 100 camiões cheios de excremento humano depositado na via pública”.
Rosa Pacavira sustentou que viver num ambiente de sujeira prejudica a saúde física e psicológica, apresenta frequentemente desafios aos empregos e aprofunda a pobreza humana. “Um ambiente vivo saudável, coerente com a dignidade humana e livre de agentes transmissores de doenças é impossível sem dispor de serviços do saneamento. Bons serviços sanitários são fundamentais para a sustentabilidade”, frisou.
No encontro, com o fim previsto para sexta-feira, participam cerca de 500 pessoas, entre deputados à Assembleia Nacional, membros do Executivo, governadores provinciais, administradores, académicos, estudantes, representantes de órgãos das Nações Unidas e associações ligados ao ambiente.

Está a ser dirigido por prelectores nacionais e estrangeiros.

Fonte: Angop

Foto: Angop

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