Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Obama reafirma mudança de política externa na Ásia

Presidente americano Barack Obama durante uma conferência de imprensa conjunta com a primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard

O presidente Americano reafirmou ontem numa alocuação perante o parlmento australiano, o caracter inalienável da aliança com a Austrália.

Barack Obama disse que a diplomacia dos Estados Unidos vai deixar de centrar-se na guerra contra o terrorismo para passar a economia e desafios na região da Asia e do Pacífico.

Phil Mercer jornalista em Sidney disse que Obama foi o quarto presidente americano a discursar perante o parlamento australiano.

“Senhor presidente, dou-lhe as boas-vindas à camara dos representantes. A sua alocuação hoje é uma significante ocasião na história deste parlamento.”

O presidente Obama que foi efusivamente recebido por parlamentares australianos disse que os laços bilaterais em matéria de segurança com a Austrália são inalienáveis, e é o marco profundo das relações entre os dois países.

“Desde as trincheiras da Primeira Guerra Mundial até as montanhas do Afeganistão, australianos e americanos estiveram juntos. Temos lutado juntos, temos juntos perdido vidas humanas em todos os maiores conflitos dos ultimos 100 anos,… em todos eles. A solidariedade tem-nos unido perante uma década difícil. Jamais esqueceremos os ataques do 11 de Setembro que ceifaram vidas não apenas de americanos mas também de pessoas de muitas nações incluindo a Austrália.”

O discurso do presidente Obama perante o parlamento australiano em Camberra teve lugar dia depois do anúncio dos Estados Unidos em estacionar aviões de guerra e uma força de 2500 marines no norte da Austrália, uma medida vista por analistas na região como o envio de uma má messagem à China.

Pequim respondeu de forma fria ao anúncio, afirmando que o estacionamento de forças na Australia não era apropriado. O governo chinês na sua reacção disse entender que a questão devia ser discutida ao nível da comunidade internacional.

O presidente Obama saudou entretanto a ascenção da China como uma potência económica e militar ao mesmo tempo que expressou o desejo de um maior compromisso entre as forças americanas e chinesas de forma a evitar “desentendimentos”.

Obama prometeu a expansão da influência americana na região da Asia e do Pacífico, na projecção do potencial regional e na prevenção de ameaça a paz.

“Enquanto a região de mais rápido crescimento económico, e que acolhe mais de metade da economia mundial, a região da Asia e do Pacifico é essencial para atingir o que a meu ver é a maior prioridade… que passa pela criação de emprego e de oportunidades para o povo americano. Enquanto acolher a maioria das potencias nucleares e mais de metade da população mundial a Ásia definirá largamente se o novo século será marcado por conflito ou pela cooperação.”

O presidente Obama disse igualmente que persistem as violações dos direitos humanos na Birmânia e apelou à todas as nações a promoverem os direitos fundamentais de todos os cidadãos.

Washington dá assim sinais de mudança dos seus esforços diplomaticos no Médio Oriente e na guerra contra o terrorismo para desafios de segurança e oportunidades económicas na região da Ásia e do Pacífico. O presidente Obama disse que enquanto os Estados Unidos terminam o seu envolvimento militar no Iraque e reduzem as suas operações no Afeganistão, haverá de certo algumas reduções dos gastos na defesa, mas comprote-se a manter a influência americana na região da Ásia e do Pacífico.

 

Por Redacção | Sidney

Fonte: VOA

Foto: Reuters

Deixe uma comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Translate »