Resgates financeiros com custo milionário

José Manuel Durão Barroso

Os resgates financeiros aos bancos da União Europeia já custaram, desde 2008, quatro mil milhões de euros, disse ontem o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
“No total, já gastámos mais de quatro mil milhões de euros, 500 milhões dos quais em ajudas directas para os bancos, valor a que acrescem garantias e outras ajudas”, disse Durão Barroso, numa entrevista ao programa I Talk no canal Worldview, transmitida na plataforma YouTube e também na Eurovisão.
O líder do executivo comunitário disse também que os Estados têm que controlar a despesa, mas reconheceu, no entanto, que a crise da dívida soberana devia ter sido atacada mais cedo porque “os países, como as empresas e as pessoas, não podem viver muito tempo acima das suas possibilidades”.
Durão Barroso acrescentou também que a UE devia ter actuado mais cedo, mas salientou que só agora há os instrumentos necessários, exemplificando com o reforço dos poderes do Eurostat, tendo reiterado que “vamos sair desta crise mais fortes”, antes de acrescentar que os 27 Estados-membros têm que aprofundar a cooperação. “Num mundo globalizado precisamos de uma Europa mais integrada”, sublinhou.
O pacote legislativo para a política de coesão 2014-2020, hoje apresentado pela Comissão Europeia em Bruxelas, quer promover o crescimento e o emprego na União Europeia (UE) com o reforço da competitividade entre os Estados-membros.
A política de coesão, que tem por principal objectivo promover um desenvolvimento harmonioso do conjunto dos 27 países da UE e, em particular, contribuir para reduzir a disparidade entre os níveis de desenvolvimento das diversas regiões, harmoniza as regras relativas aos fundos estruturais de modo a aumentar a coerência da acção da União Europeia.
“A política de coesão já contribuiu muito para a criação de prosperidade na UE. Agora, dada a crise económica, deve tornar-se um motor para o crescimento e competitividade”, disse o comissário europeu de Política Regional, Johannes Hahn, em conferência de imprensa, em Bruxelas..

 

Fonte: Jornal de Angola

Foto: AFP

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