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Comércio rural recebe estímulos

Cada vez mais pequenos agricultores são auxiliados por bancos públicos angolanos a encontrarem meios para financiar a produção

Os comerciantes retalhistas que exercem a actividades nas comunidades rurais assinaram, na segunda-feira, na comuna do Ussoke, município do Londuimbali, contratos para a recepção de créditos bancários disponibilizados pelo Banco de Poupança e Credito (BPC).
Os créditos visam a recuperação de infra-estruturas comerciais e facilitar o escoamento de produtos agrícolas do campo para as zonas urbanas de todo o país.
A promoção do comércio rural nas comunidades, segundo o vice-governador para o sector económico do Huambo, Deolindo Barbosa, é um incentivo à produção agrícola e uma de muitas formas que o Executivo encontrou para viabilizar o comércio rural e as trocas entre o campo e a cidade.
O presente programa de financiamento ao comércio rural do banco de capitais públicos envolve dois tipos de acções, sendo a primeira a compra da produção às empresas agrícolas familiares e aos pequenos produtores, por parte dos empresários, que, depois, as vão comercializar nas cidades.
Delina Samessele, directora provincial do Comércio Hotelaria e Turismo do Huambo, disse ao Jornal de Angola que, numa primeira fase, o programa de promoção do comércio rural abrange os municípios da Caála, Bailundo, Mungo, Londuimbali e Ukuma. Segundo ela, foram aprovados 95 micro projectos, avaliados em 435,9 milhões de kwanzas, que vai beneficiar 32.150 famílias rurais.
Para garantir a sustentabilidade do programa do comércio rural e a sua operacionalidade, as repartições do comércio em cada município inserido no programa, têm a missão de prestar todo o apoio na organização e na capacitação dos comerciantes e retalhistas beneficiários do crédito. O director Regional Centro do BPC, Sidónio Paim, que representou aquela instituição bancária na actividade, disse que os comerciantes do Huambo que assinaram os contractos com o banco de poupança naquela província do planalto central, vão merecer todo o apoio da instituição.
Dos 90 projectos submetidos ao banco, 40 já foram aprovados pela instituição, num valor aproximado de 167 milhões e 800 mil kwanzas, garantiu o responsável.

Sidónio Paim aconselhou os camponeses, cujos projectos já foram aprovados, a usarem o dinheiro de forma racional e a cumprirem os objectivos traçados pelo programa de financiamento.

 

Adolfo Mundombe| Ussoke

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jornal de Angola

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