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UNESCO pede protecção para património da Líbia

As ruínas de Sabratha estão inscritas na lista do Património Mundial da Humanidade

A UNESCO lançou um alerta ao governo de transição e à comunidade internacional para que se proteja o património líbio, que pode estar em perigo depois da morte do coronel Muammar Khadafi, informou ontem a Reuters.
O agência cultural da ONU lembrou os casos do Iraque e do Egipto, onde várias obras de arte foram roubadas e vandalizadas nos momentos de transição.
Até agora não existem notícias de bens culturais danificados ou saqueados na Líbia, mas desde o início dos tumultos no país que a UNESCO se tem esforçado para proteger o património, tendo cedido à NATO as coordenadas geográficas dos principais espaços culturais líbios para que não fossem bombardeados durante os vários ataques. Não se registaram incidentes mas agora a UNESCO alertou, numa conferência em Paris, dedicada ao tema e que contou com a participação de especialistas internacionais, que com a morte de Muammar Khadafi e o fim da missão aliada na Líbia, agendada para o dia 31, os riscos que o património corre, multiplicam-se.
“Sabemos perfeitamente que, num período de grande instabilidade, estes lugares são os mais ameaçados pelos roubos”, sublinhou a directora da UNESCO, Irina Bokova, que pediu ao novo governo líbio que proteja os seus tesouros e combata o comércio ilegal.
Irina Bokova lembra que centenas de obras de arte e peças arqueológicas desapareceram no Iraque depois da queda do governo de Saddam Hussein e no Egipto foram roubadas e destruídas várias peças e complexos arqueológicos durante os tumultos que levaram à queda de Hosni Mubarak.
Um alerta internacional foi enviado a comerciantes de arte, principalmente nos países vizinhos da Líbia, para que se mantenham atentos ao mercado, porque pode acontecer um aumento do comércio ilegal. A Líbia tem cinco sítios históricos inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO, consideradas as “jóias” do país. A cidade romana de Leptis Magna, as ruínas de Sabratha e da cidade de Cirene, a antiga cidade desértica de Ghadames, assim como as pinturas rupestres de Tadrart Acacus, com 14 mil anos, podem estar agora em risco de desaparecer.

 

Fonte: Jornal de Angola

Foto: AFP

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