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Um novo modelo nas presidenciais

Eleitores liberianos são chamados a escolher o Presidente do país e os deputados para o Parlamento entre muitos partidos políticos

A Libéria adoptou para as eleições presidenciais e legislativas da próxima terça-feira, um novo modelo de eleição dos candidatos, com a integração de mais um candidato, além do da cabeça de lista.
A título de exemplo, a candidata Ellen Johson Sirleaf, presidente cessante, tem como segundo candidato a vice-presidente, Boakal Joseph Nyama, ambos do Partido de União (PU).
De igual modo, George Weah, candidato derrotado nas eleições de 2005, face a Ellen Johson Sirleaf, aparece como número dois a vice-presidente na lista de campanha  de Wiston Tubman, do Partido do Congresso Democrático para a Mudança (CDC).
Entre os presidencialistas, destaca-se o antigo rebelde liberiano Prince Johson, do Partido Nacional para a Democracia e o Progresso (NUDP), várias vezes acusado de morte, sendo considerado como o principal responsável do assassinato do antigo presidente Samuel Doe, a quem raptou em 1990, em pleno porto de Monróvia.
As eleições presidenciais e legislativas do dia 11 contam com a participação de 16 candidatos e igual número de partidos políticos.
A campanha eleitoral para as eleições presidenciais e legislativas na Libéria encerra amanhã, segundo uma fonte da Comissão Eleitoral Nacional (NEC).
De acordo com aquele órgão de supervisão do processo eleitoral na Libéria, todos os candidatos e partidos políticos devem observar com rigor esta determinação, à luz dos compromissos que assumiram neste âmbito.

Enquanto se aproxima a data de encerramento da campanha, os candidatos desdobram-se em encontros de massas para fazer passara as suas propostas políticas de governação, procurando atingir cada vez mais o eleitorado. Na cidade de Monróvia, o trânsito é cada vez interrompido devido às manifestações de rua por parte dos militantes e simpatizantes dos candidatos e partidos políticos, sobretudo na zona suburbana, ao contrário da zona urbana da cidade, onde a maioria olha com uma certa discrição, preferindo continuar com as suas actividades. Segundo a fonte da Comissão Eleitoral Nacional, não há registo de incidentes em Monróvia, assim como noutros pontos do país, tendo as medidas de segurança sido reforçadas com uma presença policial fora de comum.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Afp

 

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