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Trabalhadores da Saúde comemoram domingo o seu Dia

Taxa de mortalidade de crianças, menores de cinco anos, no país, baixou de 250 para 195 por mil nados vivos de 2008 a 2009

Luanda – A 25 de Setembro de cada ano comemora-se em Angola o Dia dos Trabalhadores da Saúde, data institucionalizada em homenagem ao médico e nacionalista Américo Alberto de Barros e Assis Boavida.

Américo Boavida faleceu a 25 de Setembro de 1968, na sequência de um bombardeamento aéreo do exército colonial português à base Hanói II, do MPLA, perto do rio Luathi e da Floresta de Cambule, na província do Moxico.
O ramo da saúde em Angola, segundo estimativas divulgadas em 2008 pelo ministério de tutela, emprega 57.531 trabalhadores, dos quais 1.812 médicos, 26.766 enfermeiros e 5.267 técnicos de diagnóstico e terapêutica, adicionando ainda vários processos de admissão em curso.
Em contrapartida, de acordo com a fonte, o país ainda enfrenta vários problemas como o da formação técnica e básica, muitas vezes aquém dos desafios do dia-a-dia, a deficiente formação contínua e a reconversão de carreiras.
Apesar das dificuldades profissionais que enfrentam, os trabalhadores da saúde têm conseguido combater e dar solução a vários casos de doenças que assolam o país, tais como a malária, diarreias agudas, tétano neo-natal e algumas epidemias como o vírus Ebola e a gripe A (H1N1).
Segundo o ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua, que falava o ano passado no acto central do Dia do Trabalhador da Saúde, em Luanda, em representação do vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, a taxa de mortalidade de crianças, menores de cincos anos, no país baixou de 250 para 195 por mil nados vivos de 2008 a 2009.
Justificou que essa redução é fruto do esforço efectuado pelo Executivo angolano, em especial pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, visando o bem-estar da população angolana.
 Acrescentou que, de acordo com o inquérito ao bem-estar da população angolana, efectuado de 2008 a 2009, a taxa de mortalidade a menores de um ano também baixou de 160 para 116, enquanto que a taxa de mortalidade materna, que se situava em torno de 1400, é agora estimada em 660, por cem mil nascidos vivos.
De acordo com o ministro, outros dos progressos constatados neste mesmo período são a redução da percentagem de pessoas vivendo em pobreza de 60 para 38 porcento, de crianças de baixo peso de 31 para 16 porcento, das mortes por malária de 35 para 23 porcento, enquanto que a prevaleça do VIH/Sida se mantêm relativamente baixa em torno dos 2.1 porcento.
No plano legislativo, o Executivo angolano aprovou o documento da Política Nacional de Saúde, do Regime Político de Hospitais, a criação do Instituto Nacional de Emergência Médica e a revisão de Carreira de Enfermagem, como forma de estancar o êxodo e aumentar o grau de satisfação dos profissionais de enfermagem.
Por outro lado, acrescentou que o Executivo angolano e o Presidente da República têm desenvolvido um esforço gigantesco para a reabilitação da rede sanitária, reconstruindo unidades danificadas e construindo outras novas de acordo com os assentamentos populacionais.
Para saudar a data, o Ministério da Saúde agendou um leque de actividades que decorrerá sob o lema “Humanização dos cuidados e municipalização dos serviços de saúde”.
Fonte: Angop
Fotografia: Angop

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