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Reconhecimento de um Estado palestiniano pode prejudicar esforços para paz, diz diplomata

A embaixadora de Israel em Angola, Irit Savion Waidergom

Luanda – A Embaixadora de Israel em Angola, Irit Savion Waidergom, disse nesta sexta-feira à Angop, em Luanda, que “uma (eventual) resolução da ONU para o reconhecimento de um Estado palestiniano” poderá prejudicar os esforços para a paz e colocar os seus cidadãos em situações insustentáveis.

 

A diplomata fazia alusão ao facto de o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, ter previsto apresentar hoje, sexta-feira, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o pedido de adesão de um Estado da Palestina às Nações Unidas como membro de pleno direito.

 

Abbas, que discursa hoje na Assembleia-Geral da ONU, pretende que o pedido seja analisado pelo Conselho de Segurança.

 

Para ser aprovada a proposta necessita de uma maioria de nove votos e de não ter qualquer veto dos membros permanentes do Conselho integrado pelos Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China.

 

Segundo a embaixadora israelita, o seu país não se opõe à criação de um Estado palestiniano, mas sim a declaração unilateral deste e enfatizou que a questão “não é a do estabelecimento de um Estado, mas os meios a serem utilizados para atingirem este fim”.

 

”Acções unilaterais não vão levar à paz, mas sim complicar o processo de pacificação em curso. A única maneira de alcançar uma paz verdadeira e sustentável é através de negociações”, reafirmou a diplomata israelita.

 

Acrescentou que “a declaração unilateral de um Estado viola o princípio básico de uma paz negociada e Israel continua interessado em se engajar em negociações bilaterais para resolver o conflito”.

“Os sucessivos governos israelitas, explicou a representante do Estado de Israel em Angola, têm se dedicado a uma solução de dois Estados para dois povos, vivendo lado a lado em paz e segurança”.

 

Recordou que Israel está comprometido com a paz ao longo dos anos, fazendo concessões estratégicas para esse objectivo.

 

“Israel convida a liderança palestiniana para retornar à mesa de negociações sem condições prévias, de modo que uma resolução genuína e duradoura possa ser encontrada”, frisou.

 

Reiterou que a única maneira de alcançar uma paz verdadeira e sustentável é através de negociações.

 

Irit Savion Waidergam fez saber que a liderança palestiniana tomou uma decisão de não participar em negociações directas com Israel, preferindo forçar a solução através da pressão internacional.

 

Mas o Estado de Israel convida a liderança palestiniana para retornar à mesa de negociações, sem condições prévias, de modo que uma resolução genuína e duradoura possa ser encontrada, concluiu a sua embaixadora em Angola, Irit Savion Waidergam.

 

Fonte: Angop

Foto: Angop

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