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Universidades exortadas a contribuírem para a eliminação das doenças tropicais

Participantes no simpósio promovido pelo Instituto Superior de Ciências de Saúde

Os indicadores de saúde em Angola demonstram que ainda há muito por fazer para eliminar, ou até mesmo reduzir, as doenças tropicais negligenciadas, admitiu na quarta-feira, em Luanda, o pró-reitor para a cooperação da Universidade Agostinho Neto (UAN).
Agatângelo Eduardo, que falava em representação do reitor da UAN, Orlando da Mata, no acto de abertura do II Simpósio do Instituto Superior de Ciências de Saúde (ISCISA), disse que é a partir da universidade que se deve criar uma atitude de responsabilidade para a pesquisa e obtenção de soluções que possam contribuir para oferecer às nossas populações condições dignas de saúde.
“O conceito de saúde é bastante amplo e inclui um completo bem-estar físico, mental e social. Isso só é possível se houver um envolvimento combinado de profissionais de vários sectores do conhecimento”, defendeu o responsável.
Por isso, considerou o encontro como um acto académico e científico de grande importância, por reflectir sobre uma temática pertinente na vida das populações angolanas e, inclusive, africanas.
Além de enquadrar a população angolana no grupo de risco das doenças tropicais negligenciadas, Agatângelo Eduardo sublinhou que as infra-estruturas hospitalares ainda carecem de melhorias. Apesar de lamentar o quadro de dificuldades ainda vigentes nas estruturas de saúde, marcado pela falta de recursos humanos especializados no domínio das ciências da saúde e dos meios necessários para prestação de uma melhor atendimento sanitário, desafiou os participantes no simpósio a dinamizarem projectos que tenham aplicação prática na realidade angolana.
“Como académico, penso este é um momento especial no qual devemos encontrar mecanismos conjugados para contribuir para a redução, senão mesmo para a erradicação, dessas doenças”, sugeriu.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças negligenciadas constituem um grupo de 17 enfermidades infecciosas que afectam mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo.

A OMS refere ainda que são doenças muito comuns em África, e atingem, sobretudo, as populações que vivem em condições de extrema pobreza.


Adalberto Ceita

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Mota Ambrósio

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