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Comida importada chega deteriorada

Participantes no seminário sobre "controlo das importações" promovido em Luanda pelo Codex Alimentarius Angola
Cinquenta por cento dos produtos alimentares importados chegam ao país deteriorados, com maior predominância nos frescos, de acordo com as análises laboratoriais efectuadas pelo Codex Alimentarius Angola.
A vice-presidente do Codex Alimentarius Angola, Maria Antónia, confirmou ontem, em Luanda, no seminário sobre “Controlo das Importações”, a ausência de rigor por parte dos importadores no controlo de qualidade dos produtos alimentares consumidos no país.
“Antes de importar, os empresários devem ter a responsabilidade de escolher os produtos alimentares que resistam ao tempo de armazenamento, conservação e a embalagem, até chegar à mesa dos consumidores”, alertou.
Maria Antónia, que é também responsável de divisão da área de Higiene Alimentar do Instituto Nacional de Saúde Pública, definiu algumas práticas dos importadores como desleais.
“Para qualquer importação, os importadores tem a obrigação de prestar atenção aos graves problemas de energia eléctrica no país e outros constrangimentos enfrentados”, acrescentou.
Maria Antónia lembrou que, antes do processo de importação, os empresários devem consultar as entidades competentes para certificarem-se das boas práticas de segurança alimentar e normas de conservação. “Nem tudo que chega ao país passa pelos laboratórios. No entanto, realizamos acções formativas para capacitar os profissionais sobre a importância do controlo e qualidade alimentar”, disse.
Na cerimónia de abertura do seminário, o representante da FAO (Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) em Angola, Mamoudou Diallo, disse que a iniciativa visa fortalecer as capacidades dos serviços nacionais, encarregados do controlo da importação e exportação dos produtos alimentares: “O controlo e a avaliação das actividades ligadas às transacções de géneros alimentícios constitui um pré requisito e a base de protecção do consumidor”, ressaltou. Os recentes problemas registados em várias regiões do mundo com a contaminação de produtos alimentares de origem animal e vegetal, referiu aquele responsável, impulsionaram a FAO a financiar a formação de profissionais de laboratório de controlo de qualidade: “No próximo mês vamos realizar uma actividade sobre a legislação e a regulamentação dos géneros alimentares”, informou Diallo.

O representante da Fundo da ONU para Alimentação e Agricultura em Angola espera que a iniciativa aumente os conhecimentos dos profissionais sobre as medidas operacionais de controlo e avaliação dos alimentos importados.
Mamoudou Diallo afirmou que a formação garante conhecimentos sobre os sistemas de análise dos riscos, controlo das importações e os procedimentos para a certificação sanitária. Angola aderiu ao Codex Alimentarius a 4 de Janeiro de 1990, tendo criado o Comité Nacional a 30 de Maio de 2003.
Em parceria com a FAO e a OMS, adopta as normas internacionais de segurança alimentar.

Fonte: JA
Foto: JA

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