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Artistas angolanos em destaque no primeiro dia do Festiumbe 2011

Sumbe – Os artistas angolanos escalados no primeiro dia do Festival Internacional de Música do Sumbe (FestiSumbe) ocorrido entre a noite de sexta-feira e as primeiras horas de sábado, na Marginal do Sumbe, estiveram em grande plano, mexendo com o público presente no local.
Ao contrário da actuação da banda brasileira Calypso, que esteve em palco quase duas horas, em contraste com os angolanos que tiveram no máximo 30 minutos para alguns (sendo que o máximo para quase todos foram 15 minutos), os artistas nacionais confirmaram que “santos da casa” também fazem milagres e viram confirmado a sua popularidade com a participação activa e vibrante dos fãs.
A grande noite dos angolanos começou com a exibição de C4 Pedro, que, com os temas “I Love P”, “Saudades de Angola” e “Dá só”, mostrou aos promotores de eventos musicais haver qualidade e produto para uma aposta séria nos filhos da casa.
Numa jornada onde esteve em evidência a interacção entre os artistas e o público, a referência pela negativa (culpas da organização) vai para a participação de Yola Araújo, que traída pelo sistema de som, viu a sua exibição quase manchada já que durante a sua permanência em palco o som esteve péssimo.
Mesmo com este percalço, Yola Araújo, talvez pela experiência já acumulada, tudo fez para corrigir a situação, acabando, na ponta final da sua actuação, por ser coroada com o reconhecimento dos fãs que manifestaram a sua satisfação com muitas palmas.
Quando já grande parte dos fãs pensavam que o pior tinha passado e a actuação da banda brasileira Calypso fosse dar um outro alento ao dia, eis que, no entanto, voltaram a ser traídos pelo demasiado tempo dado aos brasileiros (cerca de duas horas para gravarem um DVD ao vivo).
Já os ponteiros dos relógios marcavam uma hora de 15 minutos de sábado, o público voltou a soltar a sua alegria com a subida em palco de Anselmo Ralph com as suas baladas, seguindo-se o grupo Zona 5, que deixou em palco “Dia do homem”, “mobília”, “levanta a saia”, entre outros.
Soltos e eufóricos, mesmo apesar do frio que se fazia sentir no local, os presentes deram asas a imaginação com a subida de Big Nelo, que começou com “Quero mais carga”, “Meu próximo passo”, passando ainda por “Adepto”.
Da chamada música moderna para o semba foi só um pequeno passo, pois Big Nelo passou o testemunho para Givago, que esteve em palco para cantar “Ramiro”, primeiro, seguindo-se “Avo Tete”.
Com a bola toda para o semba, o publico ouviu Edy Tussa cantar “Mocinha”, uma versão da original de Man Ré, “Soba” e “Mana Minga”, deixando o palco para Puto Português fechar a jornada.
Três horas da manhã de sábado, cinco horas depois de ter iniciado (uma hora do previsto), Puto Português encerrava o primeiro dia do FestiSumbe2011, permitindo a que os cerca de 30 mil espectadores regressassem às suas casas retemperar as forças para o último dia.
Fonte: Angop

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