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Feira da Mulher mostra inovação

Mulheres angolanas dominam o sector retalhista do comércio informal no país

A Feira da Mulher, que começou na quinta-feira e se estende até amanhã, pretende realçar a “veia” empreendedora da mulher angolana, num evento promovido pela Feira Internacional de Luanda (FIL), a Marketing For You e o Ministério da Família e Promoção da Mulher.
“A mulher angolana é naturalmente empreendedora. Mas é preciso que existam mais apoios, para dar corpo e sustentabilidade às suas iniciativas empresariais”, disse ao Jornal de Angola o gestor de feira, João Loureiro. Aquele responsável disse ser necessário que se aumentem as facilidades no processo de acesso e concessão de crédito. Com isso, as pequenas oficinas podem ser transformadas em verdadeiros negócios, capazes de criar rendimentos e até empregos.
“Esta primeira edição pretende olhar com especial atenção para esta componente, já que empreender, enquanto forma inovadora de se dedicar às actividades, gera riquezas”, notou. Além do foco voltado para o empreendedorismo, a Feira da Mulher pretende também homenagear a natureza multifacetada da mulher angolana, na sua vida pessoal, profissional e familiar.  “Esta é uma feira onde vamos falar de trabalho, saúde, moda e empreendedorismo”, explicou. Tendo por objectivo a troca de experiências entre empreendedores nacionais e da CPLP nos diversos sectores, a feira tem uma área disponível de 1.220 metros quadrados e aproximadamente 60 inscrições confirmadas, esperando-se que, no decorrer do evento, dezenas de visitantes acorram ao local. Mais de 100 empresas dos diversos sectores expõem nesta feira.  A organização pretende que os visitantes interajam com empresas e entidades expositoras de todos os sectores de actividades e que expõem toda a gama de produtos e serviços, apresentando soluções para melhorar as suas vidas, de forma lúdica, com animação non-stop e colóquios formativos.
Os espaços estão claramente demarcados. Assim, existem no recinto locais dedicados à cultura, prazer, saúde e bem-estar, casa e cozinha, fashion, informação, business fórum, formação e Tic’s.
“Há muito boa vontade das mulheres em se dedicarem àquilo que sabem fazer. Mas temos de ser realistas. A questão do acesso ao crédito deve ser bem atendida. Há mulheres com ateliers e que são capazes de fazer mais, não o fazem porque não têm apoio.
Há vontade, dinamismo e crença e até vontade de empreender”, sustentou. A feira pretende dignificar o papel social, político, cultural e económico da mulher na sociedade angolana em prol do progresso do país, medir o impacto do potencial feminino na participação para o desenvolvimento e promover, de uma forma multidisciplinar, a informação, educação e formação multifacética da mulher angolana.

João Dias

Fonte: Jornal de Angola

Foto: JA

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