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Criado plano contra a fome

Dados recentes das Nações Unidas revelam que o número de vítimas na região do Corno de África aumentou para mais de 13 milhões

O número de vítimas da crise que assola a região do Corno de África aumentou para 13,3 milhões, revelam dados da última avaliação das necessidades humanitárias na Somália e no Quénia divulgada ontem pela  Organização das Nações Unidas.
O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários anunciou que 900 mil pessoas se juntaram aos 12,4 milhões inicialmente afectados pela crise de alimentos, que assola a região.
O novo cálculo refere que 146 mil pessoas precisam de ajuda em Djibuti, quatro milhões na Somália e 4,3 milhões no Quénia.
Entre os necessitados de ajuda, sublinha um documento da ONU, 560 mil são refugiados.
A avaliação revela igualmente que 4,8 milhões de pessoas precisam de ajuda urgente na Etiópia e que 181 mil deles são refugiados somalis e 80 mil de outros países.
“A situação piora conforme a crise avança para Bay, a sexta região do sul da Somália afectada pela crise de fome”, alertou a porta-voz da ONU, Elisabeth Byrs.
Um porta-voz do Fundo das Nações para a Infância (UNICEF) declarou que 78 por cento das 2,3 milhões de crianças entre 5 e 17 anos que vivem no centro e sul da Somália não frequentam a escola.

Esta semana, a UNICEF anunciou que mais de um milhão de crianças do sul precisa de assistência humanitária imediata, número que corresponde a metade dos três milhões de pessoas carentes de ajuda na região.
O mesmo organismo refere que 75 por cento das crianças desnutridas estão no sul e o nível mais alto de desnutrição aguda em crianças está na região de Bay, com 58 por cento.
Este número “é quatro vezes maior do que o limite de emergência estipulado pela Organização Mundial da Saúde”, lembra a UNICEF.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados revelou que 80 por cento dos 121 mil refugiados do complexo etíope de Dollo Ado são menores e mais vulneráveis à crise humanitária e que, desde Agosto, cerca de 450 mil crianças, entre os 6 meses e 5 anos, foram identificadas com desnutrição severa.  Destas, alerta o Alto Comissariado, 190 mil estão nos níveis mais alarmantes e têm nove vezes mais probabilidades de morrer.

Plano contra fome

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países da África Oriental reuniram, em Nairobi, Quénia, para adoptar um plano de acção contra a fome que atinge região do Corno de África.
O Plano de Acção de Nairobi visa aumentar os financiamentos de longo prazo para o combate contra a seca na região e garantir apoio internacional sólido na luta contra a situação. O secretário executivo da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) disse que também está programada outra reunião, no dia 14, em Djibuti, para discutir o financiamento dos planos regionais para combater a crise humanitária.
O Plano de Acção de Nairobi constitui a base das discussões da Cimeira da Organização das Nações Unidas, que vai se realizar  dia 24 em Nova Iorque, com o objectivo de encontrar  formas de  ajudar a crise que  assola a o Corno de África e a  Somália.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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