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Manuel Augusto destaca optimismo do país quanto aos “Não Alinhados”

Secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto

Belgrado – O secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, manifestou, em Belgrado, o optimismo de Angola sobre o papel do Movimento dos Países Não-Alinhados no futuro que deve continuar a ser inspirado pelo espírito de Belgrado, encorajado pela sabedoria e visão que caracterizaram o Presidente Josef Broz Tito, há 50 anos.

Manuel Augusto que intervinha na última sessão da Conferência Ministerial comemorativa, observou que, nos últimos tempos, não se nota qualquer abrandamento na interferência de poderes externos sobre os assuntos internos de alguns países, tendo alertado que essa tendência coloca em risco, o princípio da soberania e da integridade territorial dos estados.
Perante essa realidade o secretário de Estado considerou uma necessidade defender o direito dos povos de decidirem o seu próprio destino.
Acrescentou que o Movimento dos Não-Alinhados precisa estar engajado na busca de soluções duradouras para os problemas urgentes provocados pelas mudanças recentes nas Relações Internacionais, servindo como mecanismo de promoção da paz, segurança internacional e unidade na abordagem de questões sensíveis.
Tendo sugerido que as instituições financeiras internacionais devem apresentar-se para o resgate dos Países Menos Avançados, com condições mais flexíveis que combinem as necessidades com as oportunidades, pelo que o seu funcionamento deve ser ajustado às novas realidades mundiais.
Defendeu que por uma questão de justiça histórica a reforma dos órgãos das Nações Unidas também é um imperativo. O Conselho de Segurança deve aumentar a sua participação, de modo a integrar, como membros permanentes, as regiões que estão sub-representadas ou sem qualquer representação, como é o caso de África.
O secretário de Estado, Manuel Augusto, recordou, aos presentes, que, como membro do Movimento dos Não-Alinhados, Angola aderiu aos seus princípios fundamentais, em particular, o da solidariedade, empenhando-se em oferecer às nações amigas o seu modesto apoio e cooperação no sentido de superarem as suas dificuldades e retomarem a normalidade.
Nesse quadro reiterou, o apoio de Angola ao direito inalienável do povo palestiniano à sua autodeterminação, sublinhando ser chegado o momento para uma decisão séria sobre o caso da Palestina ser tomada pela Assembleia Geral da ONU, neste mês de Setembro.
Exprimiu o regozijo de Angola pelo facto de o espírito de unidade, a coerência dos propósitos, a firmeza estabelecidos, desde o início, pelos membros fundadores ter permitido que, ao longo dos 50 anos de existência do Movimento dos Não-Alinhados, mais de 30 países, incluindo Angola, se tornassem independentes, outros membros tornaram-se económica e socialmente mais prósperos e milhões de seres humanos libertaram-se da opressão e recuperaram os seus direitos básicos.
O secretário de Estado, Manuel Augusto, à margem da Conferência Ministerial do 50° Aniversário do Movimento dos Países Não-Alinhados, realizada de 5 a 6 de Setembro de 2011, manteve encontros com os seus homólogos da Espanha, Marrocos e com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Etiópia com os quais abordou questões sobre o reforço das relações bilaterais.
Fonte: Angop
Fotografia: Angop

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