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Crédito em dinheiro é desaconselhável

O coordenador do Comité de Coordenação do Crédito Agrícola e Comissão Técnica de Acompanhamento, José Bento, disse em Luanda ser desaconselhável, nesta altura, os bancos operadores concederem parte do crédito para a adricultura em dinheiro aos produtores agrícolas ou a associações de camponeses.
O responsável respondia durante uma conferência de imprensa à questão se seria possível conceder parte do crédito em dinheiro e justificou que são poucas ou quase inexistentes as garantias de que os destinatários serão os beneficiários e se o crédito financeiro vai mesmo ser empregue na agricultura ou pecuária, objectivos para os quais estão previstos.
“O perigo é grande enquanto as estruturas não funcionarem bem”, sublinhou José Bento, admitindo, contudo, a hipótese de nos próximos anos ser possível partir por essa via. O gestor reconheceu existirem situações que obrigam, nalguns casos, que o produtor agrícola tenha dinheiro em mão para realizar despesas emergentes.
O regulamento do crédito agrícola de campanha e de investimento estabelece que os produtores ou interessados devem receber “inputs” agrícolas, desde que se dirijam a um fornecedor desses meios e o banco operador decida realizar a prestação correspondente aos bens solicitados. O programa de crédito agrícola de campanha e de investimento foi criado há um ano pelo Executivo angolano e visa o fortalecimento dos pequenos e médios produtores agro-pecuários de capitais nacionais.

Para ambos programas foram aprovados cerca de 350 milhões de dólares, sendo 150 milhões para o crédito de campanha e 200 milhões destinados para o de investimento.Entretanto, os produtores ou os empresários que aderirem ao programa deverão apresentar um valor mínimo variável entre os 2,5 e 10 por cento do montante a solicitar ao banco operador, informou em Luanda o membro do Comité de Coordenação do Crédito Agrícola e Comissão Técnica de Acompanhamento, João Cunha.
“O crédito agrícola de investimento estabelece, entre outras condições, uma taxa de juros de 6,7 por cento, um período de carência de três anos, de reembolso até cinco anos, amortização da dívida até oito anos e os valores não devem exceder os quinhentos mil dólares norte-americanos”, segundo informou. João Cunha disse ainda que os empresários que pretenderem crédito, neste âmbito, terão de se basear em projectos tipo estabelecidos pelos bancos, mas também poderão ser financiados projectos de clientes, desde que apresentem estudos de viabilidade.

Fonte: JA
Foto: Santos Pedro

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