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Técnicos aceleram a reabilitação da linha-férrea entre Bié e Moxico

 

Homens e máquinas desenvolvem um árduo trabalho para colocar o comboio sobre os carris dentro dos prazos que foram estabelecidos - Fotografia: Jornal de Angola

A reabilitação da linha do Caminho-de-Ferro de Benguela, entre Catabola, Camacupa, Cuemba (Bié) e Camgumbe (Moxico) decorre a bom ritmo, com a colocação de novos carris e terraplanagem, numa extensão de mais de 400 quilómetros.
No troço Camacupa-Cuemba, nas imediações do rio Cuiva (Bié), os trabalhos na linha-férrea está praticamente repostas.
Os trabalhos de reabilitação incluem a construção de estações, pontes para viaturas e a colocação de esgotos, ao longo de toda a linha, para escoamento das águas pluviais e fluviais.
Os trabalhos de reposição da linha do Caminho-de-Ferro de Benguela, além de perspectivar uma vida nova aos habitantes da região, garantiram emprego a muitos angolanos, na sua maioria jovens.
O transporte ferroviário é uma parte fundamental da cadeia logística, que em tempos facilitou as trocas comerciais e o crescimento económico de Angola
Hoje, as populações deslocam-se apenas por via rodoviária e aérea com custos de passagem elevados, que podem baixar com a reabertura da rede ferroviária.
A linha do Caminho-de-Ferro de Benguela tem uma extensão de mais de mil quilómetros a partir da a província que lhe deu o nome, passando pelo Huambo, Bié e Moxico até a fronteira com a República Democrática do Congo.

O troço que liga Bié ao Moxico foi palco de muitas batalhas durante o conflito armado. As principais estações e pontes foram totalmente destruídas, o que impediu a comunicação entre a população da mesma região durante mais de 20 anos, igualmente privada do transporte de matérias-primas para as fábricas e dos produtos acabados na região.
Apesar de se registar um grande avanço na reabilitação do CFB, o troço rodoviário que liga o Bié ao Moxico constitui ainda um obstáculo para as viaturas. A estrada encontra-se totalmente esburacada e não oferece mínimas condições de trânsito para outras localidades.
O troço Munhango, Cuemba, Lue­na, numa extensão de 240 quilómetros, é o que apresenta maiores problemas. A grande concentração de areias exige a utilização de veículos todo-o-terreno e muita prudência.
Munhango e Luena estão separadas por 420 quilómetros. Em condições normais, o percurso é feito em três horas, mas devido ao mau estado da via, a viagem demora mais de dez.

 

Fonte: Jornal de Angola

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