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Especialistas falam dos desafios

Responsáveis da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), economistas e professores universitários apresentaram, no sábado, os desafios de Angola na liderança da organização.
Para o economista Carlos Rosado, o grande défice da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral reside no plano orçamental. “Gostava de saber qual é a contribuição que Angola dá para a SADC, qual é o orçamento da comunidade, porque a transparência tem que começar aí”, disse o economista, durante o programa Tendências e Debates, da Rádio Nacional de Angola.
Um dos ouvintes, identificado como Belarmino Gilanda, defendeu a inclusão do inglês nas relações do espaço da SADC para melhor interacção. “Temos de aproveitar o inglês, se pretendemos um outro nível de integração”, disse, acrescentando que a relação com países como Malawi, Suazilândia e África do Sul e até mesmo Moçambique é facilitada pelo domínio da língua inglesa.
Mesma opinião foi defendida pelo presidente da Associação Industrial Angolana (AIA), José Severino.”Temos de ser capazes de falar inglês, e isto passa pela formação. Eventualmente vamos ter de reformular alguns paradigmas da nossa educação. Porque sem falarmos a mesma língua estamos inferiorizados”, disse o responsável da AIA.
A secretária nacional da SADC, Beatriz Morais, apresentou os números do orçamento e lamentou os reduzidos recursos humanos e financeiros postos à disposição da instituição. “O orçamento é de 87 milhões de dólares, dos quais 55 milhões são contribuições dos parceiros e 32 milhões pertencem aos países membros”, disse.
A grande dificuldade da comunidade, de acordo com Beatriz Morais, reside nas contribuições. “Se os países não contribuírem de forma atempada e regular, automaticamente isto cria problemas na gestão e aplicação dos projectos”, disse, em declarações à RNA..
A secretária nacional da  Comunidade de Desenvolvimento da África Austral disse que a organização tem “problemas cruciais a nível dos recursos humanos”. O Chefe de Estado e presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral , José Eduardo dos Santos, disse no seu discurso de encerramento da Cimeira de Luanda que, durante o seu mandato, vai consolidar as bases da integração regional, através do desenvolvimento de infra-estruturas do comércio e da liberalização económica.

A presidência angolana vai igualmente implementar uma estratégia de financiamento do Fundo de Desenvolvimento Regional e a sua operacionalização para a preparação e desenvolvimento de projectos de infra-estruturas.
Consta também das prioridades implementar o Observatório Regional da Pobreza da  Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, o incremento do combate e controlo das doenças transmissíveis, nomeadamente o VIH/Sida, malária e tuberculose.
Materializar programas para a gestão conjunta de recursos naturais transfronteiriços, com ênfase para as áreas de conservação transfronteiriças, e conceber um programa de desenvolvimento industrial são outras das prioridades.
Angola propõe-se também implementar o Centro de Coordenação de Pesquisa Agrícola e Desenvolvimento e contribuir para a resolução pacífica dos conflitos remanescentes na região e para a consolidação da paz, da segurança e dos direitos humanos e da democracia a nível da região.

Fonte: Jornal de Angola

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