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Google começa digitalização de livros clássicos na Europa

O Google, considerado o maior motor de busca do mundo, vai lançar na Europa, até ao final do ano, a sua livraria digital, depois de ter apresentado o Google eBooks, uma livraria digital, nos Estados Unidos, informou ontem a Reuters.
A empresa não quis divulgar ainda os países e em que moldes o processo vai ser realizado. No entanto, a agência noticiou que o Google eBooks abrirá uma versão francesa ainda este ano. Se, nos Estados Unidos, continua a ser discutido em tribunal o projecto de digitalização de livros do Google, em França, um dos países europeus que mais batalharam para proteger os direitos dos seus autores e editores, a empresa norte-americana con­seguiu avançar.
A semana passada, o Google e a francesa Hachette Livre assinaram um acordo definitivo sobre as condições da digitalização de obras em língua francesa, cujos direitos de autor são controlados pela editora. O acordo abrange milhares de obras que não estão comercialmente disponíveis mas que ainda estão abrangidas pelos direitos de autor. Segundo o “Le Monde”, estas obras esgotadas representam cerca de 70 por cento dos fundos da Hachette Livre, que é a segunda maior editora mundial de livros destinados ao grande público, e das editoras que fazem parte do grupo, como a Grasset, Stock, Fayard, Le Livre de Poche, Éditions Harlequin, Marabout e Larousse.
O acordo estabelece ainda que é a Hachette Livre a determinar quais são as obras que o Google pode digitalizar e as que estarão disponíveis em formato digital através do Google eBooks.
A editora tem também a intenção de fazer com que as instituições públicas, como a Bibliothèque Nationale de France, possam ter acesso às digitalizações. “O acordo de parceria tem por objectivo dar uma segunda vida a milhares de obras esgotadas, tanto em benefício dos autores como dos universitários, dos investigadores e do público em geral”.
O ministro da Cultura francês, Frédéric Mitterrand, valorizou, num comunicado divulgado pela Reuters, o facto de, neste negócio, se ter respeitado os direitos de autor e dos editores. Pediu igualmente que outros editores franceses que já estão em negociações com o Google cheguem igualmente a soluções “equilibradas, baseadas nos mesmos princípios”. No final de Junho, o Google também assinou um acordo com a British Library, a biblioteca nacional do Reino Unido, para digitalizar uma parte da sua biblioteca, cerca de 250 mil livros editados entre 1700 e 1870, que fazem parte das colecções que não estão abrangidas por direitos de autor.
Nos Estados Unidos, onde o projecto de digitalização de livros do Google foi interrompido por uma decisão do juiz Chin, do Tribunal Federal de Manhattan, está marcada uma nova audiência para 15 de Setembro para ver se os envolvidos – o Google, a associação de editores norte-americanos e a de autores – chegam a um acordo semelhante ao estabelecido em França.

Fonte: Jornal de Angola

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