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Criadas perspectivas de negócios

A segunda edição da Feira do Dondo abriu perspectivas de negócios para os mais de 100 participantes que expuseram uma grande variedade de produtos, entre os dias 12 e 14, na vila do Dondo, município de Kambambe, no Kwanza-Norte.
O sector livreiro contou com a exposição de cerca de dois mil livros, com temáticas de Linguística, Literatura, Informática, Matemática, Física, Química e Biologia, vendidos entre 400 e a nove mil kwanzas, respectivamente.
A feira permitiu, no total, a troca e venda de 2.700 produtos diversos, entre obras de arte (pintura, cerâmica, escultura em madeira), cestaria, móveis diversos, calçado, alimentos e roupas produzidas por artesãos e artistas residentes na província do Kwanza-Norte, cujos preços variaram entre os 200 e os 25 mil kwanzas.
Falando ao Jornal de Angola, o artesão Mbambi José disse ter aproveitado para divulgar e vender os seus trabalhos que consistem em móveis para casa, e que da venda arrecadou cem mil kwanzas, valor superior em relação à primeira edição na qual obteve 65 mil.
Luís Bento Artesão produz calçado e bijutaria e expôs mais de 200 peças de forma isolada, o que resultou na venda de vários utensílios, que lhe renderam 77 mil kwanzas, durante os primeiros dois dias da feira. Em seu entender, eventos deste género deviam ser de carácter semestral, para que os vendedores ambulantes possam arrecadar mais receitas.
Turistas presentes na segunda edição da Feira do Dondo foram unânimes em afirmar que os níveis de organização inerentes à exposição, venda e segurança, mantidas pelas forças da ordem, superaram as suas expectativas.

Turistas satisfeitos com a organização

João Montes, que viajou de Luanda para o Dondo, frisou que, apesar da Feira ser realizada em poucos dias, ficou surpreendido com a organização e espera que nas próximas edições haja também leilão de obras de arte e de outros produtos, e se faça o alargamento das áreas de exposição.
Por sua vez, Eunice Natália, do Huambo, é de opinião que, para melhor acomodação dos turistas, empresários do sector da Hotelaria e Turismo devem desenvolver projectos de construção de pensões e hotéis, para garantir melhor comodidade aos visitantes. “Estou cá desde a abertura da feira e tive de me virar para me hospedar”, lamentou a visitante.

Visita ao forte de Massangano

A igreja da Nossa Senhora da Vitória de Massangano, situada na comuna com o mesmo nome, assim como o forte situado no município de Kambambe, faz parte do património cultural de Angola e a sua construção data do século XVI.
A igreja está a ser reabilitada com o objectivo de voltar a promover o seu objecto social, mormente peregrinações aos fiéis cristãos de todo o território nacional.
A constatação foi feita durante uma visita efectuada pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, àquela localidade, durante a realização da Feira do Dondo.
Entre os locais visitados, Rosa Cruz e Silva passou pelo Tribunal Penal Português, Cemitério, Fortaleza, Praça dos escravos, Casa de Reclusão e a sepultura do capitão português Paulo Dias de Novais, esta última também reabilitada.
De acordo com a ministra, o governo e os parceiros sociais trabalham no sentido de revitalizarem todas as estruturas do património cultural de Massangano, com o objectivo de o tornarem património da humanidade, tendo em conta os acontecimentos históricos ali registados durante os vários séculos de colonização. Segundo o administrador comunal de Massangano, Luís Rodrigo João, a reabilitação da igreja surge do facto de, mesmo estando em estado de degradação, centenas de fiéis acorrem ao santuário.
Os trabalhos estão a cargo de uma empresa chinesa, sob responsabilidade dos frades Capuchinhos, e devem ficar concluídos em Setembro.
A administração comunal tem previsto para breve o arranque das obras da Fortaleza e da Praça dos Escravos, através de uma iniciativa do Executivo.
Luís Rodrigo João informou que nos últimos tempos a região tem sido alvo de várias investigações de carácter científico, por parte de estudantes universitários, principalmente os que frequentam cursos de Arquitectara, Antropologia e História, numa média de 200 por ano.

Fonte: Jornal de Angola

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