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Manuel Gonçalves seguro no mercado

O presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), Manuel Gonçalves, afir­mou na terça-feira, em Luanda, ser maior preocupação da companhia que dirige contribuir para influenciar o mercado segurador angolano.
“Estamos em condições de o fazer em conjunto com outras seguradoras, diversas instituições públicas, Ministérios, institutos e demais órgãos do Executivo responsáveis pelas políticas públicas”, disse Manuel Gonçalves em declarações à Angop a propósito do dia dos Seguros e Fundo de Pensões assinalado na sexta-feira última. Acrescentou que nos últimos três anos, a seguradora desenvolveu um projecto de reestruturação e modernização que dotou a empresa de enormes ganhos de eficiência ao mesmo tempo que, do ponto de vista cultural e de capacidade de resposta e prestação de serviço, mudou consideravelmente.
O gestor da ENSA informou que o conjunto do sector segurador angolano durante o ano de 2010 teve um volume de prémio na ordem dos 800 milhões de dólares norte-americanos. Por este facto, adiantou, a ENSA ocupa um espaço privilegiado, porque tem uma quota de mercado bastante significativa, que ronda os 50 por cento. Em função do volume de prémios alcançados em 2010, salientou, a contribuição do sector no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) é importante, pese embora não ser ainda significativo.
Sobre os incentivos do Estado para o surgimento de novas operadoras, Manuel Gonçalves apontou as taxas de crescimento que o país regista bem como as perspectivas de evolução futura como uns dos grandes incentivos.
Ainda em relação aos incentivos, Manuel Gonçalves acrescentou que o Estado angolano tem criado alguns seguros obrigatórios, como o automóvel de responsabilidade civil, acidentes de trabalho, doenças profissionais, aviação e outros, que obedecem a políticas públicas de protecção de interesses de terceiros ou de outros interesses relevantes, que sem dúvida constituem um meio de incentivo para a actividade seguradora porque tendem para o seu crescimento.
Quanto à adesão dos cidadãos aos serviços da seguradora, sublinhou que a ENSA tem uma carteira de clientes significativa e que a (adesão) regista-se não apenas no que respeita aos serviços obrigatórios, mas também em relação a outros ramos de seguro onde a mesma é cada vez maior. No seguro de saúde, referiu, verifica-se uma adesão que pode ser considerada “violenta”, particularmente em relação àqueles que são celebrados por empresas para os seus trabalhadores. Adiantou que a seguradora tem seguros mais específicos, como os de instalações de fábricas e equipamentos ligados a agentes económicos ou outros de natureza comercial. Manuel Gonçalves referiu-se igualmente a outros seguros relacionados com a exploração no domínio da actividade económica, desenvolvida nos mais diversos ramos da economia. Neste âmbito, referiu-se à actividade petrolífera, diamantífera e aviação pública, que são desenvolvidas em regime de co-seguros (conjunto com outras seguradoras), ao transporte de mercadorias e particularmente o seguro de mercadorias importadas, que tende a ser cada vez mais realizado dentro do país. “Se nós tivermos um seguro de petróleos mais equilibrado, de importação de mercadorias obrigatoriamente feito em Angola, de automóvel fiscalizado, uma adequada fiscalização por parte do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social relativamente ao seguro de acidentes de trabalho e doenças profissionais e outros ramos obrigatórios, nós vamos ter um crescimento muito grande do sector segurador angolano e uma relação muito mais forte com o impulsionamento da economia nacional.”

Fonte: Jornal de Angola

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