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Felisberto Filipe lança livro amanhã

“Um minuto para amar” é o título do livro do encenador e jornalista angolano Felisberto Filipe que vai ser lançado amanhã, às 16h00, no Auditório Nobre da Universidade Independente de Angola, UNIA, em Luanda.
Segundo o autor, o livro narra a história de Cadiliana Feliz, em representação das várias mulheres do mundo, que de tanta tragédia no amor fica traumatizada e torna-se compromissofobica.
A vontade de nunca mais se relacionar com um homem apossa-se de Cadiliana, mas em contrapartida também tem o seu reinado, renunciando aos homens e passando a odiá-los, uma atitude evidenciada no momento em que lhe surge o homem criado especialmente para ela.
“Entre maus-tratos, desrespeito, ignorância, abandono, desfeitas, rejeição, enfim, perante tanta instabilidade emocional de Cadiliana, ainda assim Mário Manuel, totalmente apaixonado, parece não ouvir, nem ver nada”, explica o autor.
“Só lendo até ao final ou assistindo à peça de teatro adaptada do livro se saberá o final desta história de amor que fala de si, de mim, enfim, de nós. Não há como não nos revermos nalgum momento nesta obra, porque, afinal, cada um de nós já viveu, está a viver ou viverá algum dia um amor”.
“Um minuto para amar” está subdividido em duas partes, a primeira, narra a história de Cadiliana Feliz, e a segunda apresenta conceitos de terminologias técnicas de conhecimento obrigatório para quem faz ou pensa algum dia fazer teatro.
Felisberto Filipe disse que o teatro é uma arte que muito contribui para a sanidade mental tanto do seu executor como do apreciador, na medida em que altera o estado psicológico dos mesmos incentivando-os a práticas positivas para a sociedade.

Infelizmente, referiu, o teatro ainda não merece a atenção que devia em Angola.
“É impossível haver o desenvolvimento de uma determinada arte sem a iniciativa e participação activa de todas as partes nela envolvida. Todas as sociedades em que a arte tem relevância dependeram certamente de um projecto sério, planificação aturada e visão de futuro. Existem áreas chave que garantem o desenvolvimento do teatro angolano e estas têm sido levadas a debate, em colóquios, palestras e outros encontros”, frisou.
Felisberto Filipe nasceu a 22 de Novembro em Luanda. Encenador e jornalista, trabalhou nos jornais “Cruzeiro do Sul” e “Agora”, e nas revistas “Carnaval e Figuras” e “Negócios”. Foi repórter da produtora audiovisual Orion e da RTV Produções.
A licenciar-se em Ciências da Comunicação na Universidade Independente de Angola, Felisberto Filipe começou o seu percurso no teatro em 1998, no Ilunga Colectivo de Artes, dirigido por Clemente Chimuco (ex-membro dos grupos Nova Cena e Oásis), como actor, bailarino e posteriormente como assistente de encenação.

Fonte: Jornal de Angola

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