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Aliança Atlântica acusada de chacina

O presidente da Líbia acusou o Conselho de Segurança das Nações Unidas de ser directamente responsável pela morte de 85 pessoas durante um alegado ataque da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) contra a cidade de Zliten, anunciou na terça-feira a imprensa oficial.
Segundo a agência de notícias Jana, Muammar Kadhafi enviou uma carta aos países membros do Conselho de Segurança culpando-os pelo “horrível massacre”, mas não ofereceu mais pormenores sobre o conteúdo da mensagem.
Tripoli acusa a OTAN de matar pelo menos 85 pessoas, incluindo 32 mulheres e 33 crianças, num ataque a um assentamento em Zliten, a 160 quilómetros de Tripoli. Segundo a Jana, a maioria das vítimas, membros de 20 famílias, são mulheres, crianças e velhos e várias outras pessoas ficaram feridas em diversos graus.
O Comité Popular Geral líbio anunciou três dias de luto nacional e o porta-voz do governo de Tripoli, Moussa Ibrahim, declarou que as vítimas são civis.
A Aliança Atlântica rejeita as acusações e afirma que o ataque foi realizado contra um complexo agrícola transformado em quartel das forças líbias.
Na segunda-feira, o presidente do Zimbabwe classificou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) como “uma organização terrorista” e acusou a OTAN  de “tentar matar o coronel líbio Muammar Kadhafi”.
Robert Mugabe afirmou que a Aliança Atlântica está a violar a lei internacional e classificou os seus dirigentes de “gente louca que não respeita as leis”.

A televisão líbia mostrou na terça-feira imagens de Khamis Kadhafi, filho do líder líbio cuja morte foi anunciada a semana passada pelos rebeldes do Conselho Nacional de Transição. O governo líbio já tinha negado as alegações dos rebeldes de que Khamis Kadhafi, comandante de uma das unidades mais bem equipadas do governo da Líbia, tinha sido morto durante um ataque aéreo da OTAN próximo da cidade de Zlitan, a leste de Tripoli. Entretanto, os Estados Unidos anunciaram a transferência do controlo da embaixada da Líbia em Washington para o Conselho Nacional de Transição, que já é reconhecido pelo país como “governo oficial do país norte-africano”.
Os Estados Unidos e outras potências reconheceram em Julho, durante um encontro celebrado em Istambul, o movimento rebelde denominado Conselho Nacional de Transição como “legítimo representante do povo líbio” até que seja constituído um novo governo.
A Embaixada da Líbia em Washington foi encerrada pelos Estados Unidos no dia dez de Março.

Fonte: Jornal de Angola

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