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Violação entre homens usada como ‘arma de guerra’ na Líbia
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Violação entre homens usada como ‘arma de guerra’ na Líbia

Detidos são penetrados com objetos ou forçados a violarem-se mutuamente, sob risco de serem executados caso não o façam.

a Líbia, país em conflito onde diferentes milícias se digladiam, a violação masculina está a ser usada de forma recorrente.

Em causa estão uma série de abusos diversos, com prisioneiros a serem sodomizados com vassouras e armas, mas também violações entre prisioneiros sob ameaça de morte.

Os relatos impressionantes chegam através de uma organização sediada na Tunísia e Cécile Allegra, repórter do Le Monde.

Entre os relatos recolhidos conta-se o de Ahmed, um prisioneiro que esteve detido mais de quatro anos numa cadeia em Tomina.

O objetivo das violações, conta, é “subjugar os homens”. “Eles pegam num cabo de vassoura e afixam-no à parede. Se queres comer, tens de despir as calças e recuar até ao cabo da vassoura e só te podes mexer depois de o carcereiro ver sangue a escorrer”.

Num país onde a violação masculina é tabu, os detidos são muitas vezes filmados a sofrerem abusos. Mesmo em liberdade, muitas vítimas optam por não relatarem o que sofreram e serem vistos por médicos.

Ahmed conta ainda que esteve detido a dada altura com outros 450 homens. Certa vez, “um homem negro, migrante”, que tinha sido detido, foi atirado para junto dos outros presos com um aviso: “violem-no, caso contrário, morrem”.

As suspeitas de que a violação masculina era usada como ‘arma de guerra’ remontam ainda ao tempo do regime de Muammar Khadafi. Estes relatos, porém, constituem novas provas de uma prática a ser usada em larga escala entre milícias rivais, como forma de domínio e intimidação. (Notícias ao Minuto)

por Pedro Filipe Pina

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