Rússia quer vender aviões de passageiros Sukhoi Superjet 100 a Angola

(DR)

A Rússia pretende em breve vender aviões de passageiros do modelo Sukhoi Superjet 100 a Angola porque entende que estes se adaptam melhor à realidade do país que aqueles que a TAAG tem actualmente ao seu serviço.

Esta pretensão russa foi manifestada às autoridades angolanas durante a recente visita de uma delegação russa a Luanda, liderada pelo ministro do Desenvolvimento do Leste, Alexander Galushka, e pelo enviado especial do Presidente Vladimir Putin, Yuri Trutnev.

O site estatal russo de notícias Sputnik International avança hoje que a eventual venda de aparelhos Sukhoi Superjet 100 foi mesmo o principal objectivo da vida desta delegação a Angola, embora, nas declarações feitas aos jornalistas por Yuri Trutnev, tenha apenas sido feita referência aos investimentos da diamantífera Alrosa no sector dos diamantes ou a intenção de averiguar a possibilidade de diversificar os investimentos russos para outras explorações mineiras.

O Sukhoi Superjet 100 (na foto) é um aparelho concebido para voos regionais de média distância, com capacidade para transportar entre 8 e 100 passageiros, com fabrico iniciado em 2000 pela divisão civil da construtora russa Sukhoi, e com custos estimados entre os 30 e os 35 milhões de dólares norte-americanos.

O ministro russo Alexandre Galushka, citado pelo Sputnik International a partir de um comunicado, disse que a proposta a Angola pressupõe a convicção de que estes modelos de avião de passageiros “são a melhor opção” para Angola.

No entanto, nem as autoridades angolanas nem a delegação russa deixou saber em que ponto estão as negociações, se estas existem, de quantos aparelhos se trata, e para quando podem, ao certo, ocorrer as eventuais entregas, embora o ministro russo tenha admitido que a Sukhoi tem capacidade para proceder a entregas já a partir de 2019.

Para além do Rússia, Cazaquistão e da Tailândia, países onde estes aviões já estão a voar, a Sukhoi acabou de assinar um contrato com a Zâmbia para fornecimento de alguns destes aparelhos, podendo Angola ser o segundo país africano a obtê-los. (Novo Jornal Online)

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