Puigdemont reage a decisão belga de não o extraditar para Espanha

(DR)

A Justiça belga decidiu este domingo que Carles Puigdemont e outros quatro ex-ministros catalães vão continuar em liberdade, ficando obrigados a permanecer na Bélgica e a apresentar-se periodicamente às autoridades.

O presidente destituído da Generalitat (Governo regional) da Catalunha, Carles Puigdemont, emitiu esta segunda-feira a primeira mensagem pública, depois de as autoridades belgas terem decidido que, por enquanto, não vão extraditá-lo. Carles Puigdemont escreveu na rede social Twitter que fica “em liberdade e sem fiança” e lamenta o facto de alguns dos membros do seu Governo terem sido “injustamente detidos”.

A Justiça belga decidiu este domingo que Carles Puigdemont e outros quatro ex-ministros catalães vão continuar em liberdade, ficando obrigados a permanecer na Bélgica e a apresentar-se periodicamente às autoridades. Os restantes membros do antigo Governo catalão foram detidos e encontram-se neste momento em prisão preventiva, acusados de rebelião, insurreição e mau uso de fundos. Entre eles está o antigo vice-presidente do Governo regional, Oriol Junqueras.

“O nosso pensamento está com os companheiros que estão injustamente presos por um Estado afastado da prática democrática”, afirma Carles Puigdemont na mensagem publicada.

A Audiência Nacional espanhola adiou a audição dos antigos membros da Generalitat convocada para a passada quinta-feira, para que os advogados de defesa dos membros do parlamento tivessem mais tempo para preparem melhor as suas defesas. A audiência preliminar deve acontecer na próxima quinta-feira, dia 9 de novembro.

Além de Carles Puigdemont, a justiça espanhola quer ouvir o ex-vice-presidente, Oriol Junqueras, e a ex-presidente do Parlamento, Carmen Forcadell, assim como os restantes 11 memebros que componham a equipa que presidia ao Governo catalão: Jordi Turul, Raul Romeva (Assuntos Internacionais), Antoni Comin (Saúde), Josep Rull (Território), Dolors Bassa (Trabalho), Meritxell Borràs (Governação), Clara Ponsatí (Ensino), Joaquim Forn (Interior), Lluís Puig (Cultura), Carles Mundó (Justiça), Santiago Vila (Empresas) e Meritxell Serret (Agricultura). (Jornal Económico)

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