Procuradoria reconhece a existência de uma rede de tráfico humano

Amabélia Chuquela, Procuradora-Geral Adjunta de Moçambique (Voa)

Fragilidade de estruturas de controlo dificulta o combate, diz o sociólogo Lucas Ubisse.

O Ministério Público assume que existe, no país, uma cadeia bastante grande de traficantes de seres humanos, que continua a fazer uso de todos os meios possíveis para alcançar os seus objectivos, o que torna difícil o seu combate.

A afirmação foi feita pela Procuradora-Geral Adjunta da República, Amabélia Chuquela, afirmando que apesar da relativa redução do número de casos, este ano, o tráfico de pessoas, sobretudo de albinos, ainda é bastante preocupante.

Mas este é um fenómeno que é exacerbado pela pobreza sobretudo nas zonas rurais, diz o analista Amorim Bila.

Outros analistas dizem que a fragilidade das estruturas de controlo das fronteiras e da circulação de pessoas, facilita a actividade de indivíduos que usam serem humanos para enriquecer.

“Tem que haver uma acção eficaz de coordenação entre as diferentes instituições, para que se possa reduzir a actividade criminosa de grupos organizados com elevados recursos financeiros para a prática de ilícitos”, disse o sociólogo Lucas Ubisse.

Por outro lado, Amabélia Chuquela reconhece que tal como o combate, a reintegração das vítimas do tráfico de pessoas, também não tem sido fácil. (Angop)

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