Prémios do BIC Seguros crescem 50 porcento

Edifício sede do BIC Seguros (Foto: Tarcisio Vilela)

O volume de prémios brutos emitidos pelo BIC Seguros de Janeiro a Outubro último supera os dois 2,5 mil milhões de kwanzas, o que representa um crescimento de 50 porcento em relação ao período homólogo de 2016.

Até 31 de Dezembro de 2016, a companhia, cujos accionistas são os mesmos do Banco BIC, registou um volume de prémios brutos emitidos acima de dois mil milhões de kwanzas, representando um crescimento de 72 porcento em relação a 2015.

A seguradora, cuja actividade iniciou a 15 de Outubro de 2014, cresceu mais no ramo não vida do que no ramo vida, tendo mais do que duplicado a carteira, fruto da utilização das 227 agências do Banco BIC espalhadas pelo país, onde comercializa os seus serviços e produtos.

Apesar da crise económica que o país vive desde 2014, Fátima Monteiro, presidente da Comissão executiva do BIC Seguros, afirmou hoje em entrevista à Angop que a boa performance desta seguradora é resultado do cuidado e rigor na subscrição do seguro, rapidez na regularização do sinistro e o respeito mútuo estabelecidos com correctores, oficinas e clínicas.

“O BIC Seguro praticamente já nasceu na crise que estava a começar e veio se estender até hoje, por isso tivemos que enfrentar a crise e procurar oportunidades no meio desta desaceleração económica. Foram três anos muitos difíceis, porque a conjuntura financeira do país não nos foi favorável”, lembrou.

Para uma boa relação com os segurados e confiança mútua, pontualizou que em média a companhia, cuja actividade iniciou a 15 de Outubro de 2014, procura ao máximo regularizar um sinistro automóvel em duas semanas.

Fátima Monteiro revelou que no decurso deste ano a companhia regularizou um sinistro de grande dimensão (incêndio de instalações de uma empresa comercial) em apenas três meses, algo pouco comum no mercado segurador mundial.

Fruto da boa relação com os segurados, a gestora informou ter conseguido manter o índice de rotatividade de clientes baixo (clientes que abdicam dos serviços e produtos da companhia).

Contou que alguns clientes deixaram de se relacionar com a companhia, devido a problemas decorrentes da crise económica, chegando ao ponto de encerrarem a actividade.

O BIC Seguros, segundo Fátima Monteiro, é a companhia com maior nível de expansão, porque onde há uma agência do Banco BIC, há produtos de seguro e os 227 pontos de atendimento espalhados pelo país comercializam estes serviços.

“Hoje as 227 agências emitem apólice de seguro, recebem participações de sinistro e depois encaminham para nós regularizarmos. Nós hoje também podemos afirmar que esta nossa estratégia está a se revelar certa, colocar um colaborador bancário a negociar seguros, estamos a falar de um universo bancário onde posso tratar de um multicaixa e também do seguro automóvel”, pontualizou.

Sublinhou que a estratégia do BIC Seguros foi exactamente criar a banca surrance na sua verdadeira acepção da palavra, apesar de não ser o primeiro banco a ter uma seguradora. “A banca seguradora foi um dos motores chaves para dar resposta às necessidades dos clientes do banco e porque hoje o BIC está em todo o país”, disse.

O facto de o banco estar em todas províncias e municípios, segundo a presidente da comissão executiva, permite ao BIC Seguros captar clientes, levar a cultura e o conhecimento do seguro para fora dos grandes centros, porque hoje o Banco BIC está em sítio onde já não há mais nenhum banco, nem seguradora.

Na sua sede em Luanda, o BIC Seguros conta com 34 trabalhadores. (Angop)

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