Política angolana continuará virada à promoção do diálogo entre as nações

José Marcos Barrica, Embaixador de Angola em Portugal, desdramatiza desentendimentos (Foto: Lino Guimaraes)

Angola continuará a dirigir as suas acções com base em políticas conducentes à consolidação da cooperação entre as nações e a preservação da paz, estabilidade e segurança internacionais.

Esta afirmação é do embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, esta segunda-feira, na capital portuguesa (Lisboa), durante a cerimónia de recepção oficial dos 42 anos da independência nacional de Angola, assinalado a 11 de Novembro do ano em curso.

De acordo com o diplomata, o país defenderá, como sempre, o diálogo e a negociação como princípios para a busca de solução pacífica para as divergências e contradições que possam surgir no plano internacional, opondo-se à tendência de privilegiar a imposição, a ameaça e o uso da força.

Comprometida com as questões da defesa e protecção do ambiente, Angola vai continuar a bater-se, em todos os fóruns, pelo respeito e aplicação das medidas e instrumentos que a comunidade internacional aprovou para garantir a sobrevivência do planeta e a protecção das gerações futuras.

Segundo a fonte, ao comemorar mais um aniversário da independência nacional, o povo angolano lembrou e prestou um justo tributo a todos quantos, ao longo da rica e gloriosa marcha, ofereceram o melhor de suas vidas a uma luta sem tréguas pela conquista da soberania, construção da nação, do Estado Social, Democrático e de direito e pela dignificação do homem angolano.

“Nesta ocasião foi, por elementar justiça, homenageado o antigo Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, que com serenidade e perspicácia invulgares conduziu o país nos momentos mais conturbados da sua história”, referiu José Marcos Barrica.

Acrescentou que as celebrações do 42º aniversário da independência do país associa-se um significativo evento da diplomacia cultural, que marcou o cenário politico e sociocultural, relativo à inscrição, pela Unesco, da cidade de Mbanza Kongo como Património Cultural da Humanidade.

Fez ainda menção à realização das quartas eleições gerais, no dia 23 de Agosto do ano em curso, que elegeram como Presidente da Republica de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço.

José Marcos Barrica aproveitou a oportunidade para renovar e expressar a profunda solidariedade do povo angolano ao português devido os terríveis incêndios que lavraram diversas regiões do território com um saldo horrendo de incalculáveis danos matérias, ambientais e patrimoniais, mas sobretudo de perda irreparáveis de vidas humanas.

No encontro participaram cerca de 120 pessoas entre políticos, diplomatas, membros da sociedade civil portuguesa bem como angolanos residentes na diáspora. (Angop)

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