País traça roteiro para governação digital

(DR)

MOÇAMBIQUE e outros Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor Leste (PALOP-TL) vão contar com um roteiro para guiar o processo de transição da governação electrónico para digital, que implica o uso pleno da tecnologia digital nas estratégias de modernização do sector público.

O documento será produzido com bases na análise da situação das nações visadas. O processo será dirigido pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) e é parte do Projecto de Apoio à Melhoria de Qualidade e Proximidade dos Serviços Públicos dos PALOP-TL.

A informação foi avançada ontem, na cidade de Maputo, no seminário sobre transformação digital. No evento avançou-se que, além do uso da Internet e outros serviços associados, o novo estágio implica a execução de todas as operações administrativas com base no uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Para tal, será criado um ecossistema que integra, entre outros actores, Organizações Não-Governamentais (ONG), associações e entidades privadas, que suportam a produção e acesso a dados, serviços e conteúdos através da integração do sector público.

Segundo o director nacional do Governo Electrónico, Sérgio Mapsanganhe, o documento vai mostrar os passos a seguir para a transição do electrónico para o digital. Apesar das expectativas, disse que o processo será complexo.

Reforçando a ideia, o director-geral adjunto do Instituto Nacional de Tecnologia e Informação e Comunicação (INTIC), Augusto Nunes, detalhou que a OCDE dirigirá seminários e conduzirá encontros com instituições da administração pública para colherem mais dados para o roteiro.

“Estamos cientes de que exercícios desta natureza têm sido realizados nos últimos tempos, terminando, no entanto, em simples recomendações. Desta vez, esperamos que os resultados do processo sejam claros”, disse.

A expectativa do director-geral adjunto é de que o roteiro seja objectivo e as respectivas actividades mensuráveis e ajustadas à realidade dos países visados. “Queremos que o roteiro seja elaborado em consonância com as dinâmicas e avanços actuais em matérias de governação digital pelo mundo fora”, concluiu. (Jornal de Notícias MZ)

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