ONG pede sanções contra responsáveis por ataques à imprensa na RDC

(DR)

A Organização não Governamental “Jornalismo em Perigo” (JED) exortou a comunidade internacional a acentuar as pressões sobre o Governo da República Democrática do Congo (RDC) e encarar sanções dirigidas contra os responsáveis por ataques à imprensa no país.

Num relatório divulgado quinta-feira por ocasião do Dia Internacional de Luta contra a Impunidade, a JED diz ter registado, este ano, uma subida em força dos casos de ataques e violência, bem como a impunidade de pessoas identificadas que atacam os jornalistas e a imprensa.

“Foram constatados 121 casos de ataques contra a imprensa, em 2017, contra pelo menos 87 casos em 2016”, nota o relatório intitulado “RD Congo: a Repressão banaliza-se”, e assinado pelo secretário-geral da JED, Tshivis Tshivuadi.

Para a JED, as autoridades congolesas instauraram um sistema de repressão que visa impedir os jornalistas nacionais e estrangeiros de testemunhar a deriva autoritária que se instala lentamente no país.

Ao lado destes atos de violência, a JED assinala igualmente a multiplicação dos casos de censura. Com efeito, vários media nacionais e internacionais viram os seus sinais de emissões cortados por abordar os assuntos quentes da atualidade política ou da segurança nacional.

O sinal de RFI, por exemplo, foi cortado a 5 de novembro de 2016, na RDC, para ser restabelecido em Kinshasa a 12 de agosto de 2017, enquanto o sinal da Rádio Okapi foi objeto duma interferência em Kinshasa, a 5 de novembro de 2016. (Panapress)

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